Iguatemi

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sábado, 19 de novembro de 2011

A dor da perda e a busca pelo consolo e esclarecimento

É muito comum, após a perda de um familiar, a visita ao centro espírita em busca de informação sobre o estado em que ele possa se encontrar no mundo espiritual. O mais interessante é que, a maioria dessas pessoas é educada numa religião que nega a vida após a morte, e que prega que com a morte tudo se acaba. Apesar de seguidores da religião, não aceitam que tudo termine no túmulo e saem em busca de informações que lhes traga esperança e consolo.

Recentemente, conversamos com uma mãe aflita pela perda de sua filha de 15 anos, vitimada por um câncer. Ela dizia não entender porque sua filha tinha sofrido tanto, sendo uma jovem tão boa, que nenhum mal fez a ninguém. Por que Deus a tirou daquela forma? Disse ter ido à procura do sacerdote na esperança de que ele a esclarecesse e confortasse e ouviu dele que, “Deus quis assim”. E ela se perguntava: por que Ele quis assim, justo com minha filha que nunca fez mal a ninguém?

Compreensível, o desespero daquela mãe que trazia tantos questionamentos, a ponto de duvidar da bondade de Deus. Como poderia, Ele, ser justo quando cometia tanta injustiça com sua filha e sua família?

Começamos a confortá-la, esclarecendo que sua filha continuava viva e agora bem mais feliz, sem as dores da matéria. Que estava amparada por familiares e benfeitores espirituais, recebendo todos os cuidados necessários a sua condição de recém-desencarnada. Falamos um pouco da misericórdia de Deus que nos ampara sempre, mas que, não interfere no nosso livre arbítrio no momento em que cometemos atos ilícitos que gerarão sofrimento ao espírito em novas reencarnações. Da mesma forma, não interfere em nossas escolhas, quando entendemos que estamos aptos a resgatar algum débito diante da lei. Daí muitas vezes não compreendermos a causa dos nossos sofrimentos, por não estarem nesta vida. Com certeza, o espírito de sua filha já tivera outras vidas e esta era a oportunidade escolhida por ela para libertar-se de dores atreladas ao seu espírito, por vivências mal vividas.

Compreendendo a lei de causa e efeito/ação e reação, que rege o universo e nossas vidas, compreendemos que Deus é: bondade, justiça e misericórdia, e nada nos acontece por acaso. Somos os construtores dos nossos destinos!


Por Dora Rodrigues

sábado, 12 de novembro de 2011

Criança também faz poesia



Mirela, minha neta, nasceu com a veia poética e muito cedo começou a escrever versos e estórias que irão compor um livro, que já está sendo preparado por seu pai, Jorge André. 

Já muito pequena, Mirela dizia: "sou pintora e desenhora", justificando as ilustrações que fazia para suas estórias.

Mirela escreveu seu primeiro livro - O papagaio que queria ser super-herói - aos seis anos de idade, todo ilustrado por ela. O livro já está sendo editado e será lançado em breve.

Poema de Mirela composto no dia 15 de janeiro de 2011

Luz da Estrada

"Na floresta escura,
No meio da alvorada,
Me encanto com os vagalumes,
Brilhando na estrada.

Sem começo nem fim,
Ida e volta,
Apenas um toque de luz,
Que me consola.

Sem destino a seguir,
Ou um rumo a tomar,
Apenas ouço,
A luz do luar.

Se está prestes a ir,
Ou a voltar,
Preste atenção,
Que a natureza tem muito o que ensinar.

No final de tudo,
Tomo uma conclusão,
Que nem tudo,
Foi em vão".

Mirela Rodrigues Machado

sábado, 5 de novembro de 2011

Música mensagem: Mais uma vez

Essa música dispensa qualquer comentário. A letra diz tudo o que deve ser dito à alguém que perdeu a esperança e que se sente desestimulado diante da vida. Principalmente, quando se vê cercada de pessoas pessimistas ou maldosas, que sentem prazer em tirar a alegria e a esperança das pessoas.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Renato Russo

Por que os fatos ruins marcam mais nossa vida?

Você não se lembra muito mais dos fatos ruins que marcaram sua vida do que dos bons? Isso acontece porque as coisas boas se harmonizam com a nossa natureza que também é boa e se dissolvem, integrando-se tão perfeitamente que nem as percebemos mais; enquanto as ruins, chocando-se com a nossa natureza, ficam nos incomodando e não conseguimos digeri-las.

 Para você entender melhor, faça esta experiência: encha um balde com água da torneira e em seguida acrescente um copo de água mineral. A água mineral ficará invisível, porque é da mesma natureza da água do balde. Assim acontece com os fatos bons de nossa vida: passam despercebidos por fazerem parte de nossa natureza.

Agora encha um outro balde de água e a ela acrescente óleo. Você verá que o óleo não se dissolve e ficará sempre visível no balde. O óleo não combina com a natureza da água, portanto eles não se integram um ao outro. Assim acontece com as coisas ruins de nossa vida: como não fazem parte de nossa natureza, causam-nos sofrimento.
Nosso estado natural é a felicidade. Nascemos para ser felizes, e tudo o que é infelicidade não nos pertence.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O cemitério na visão de um menino de seis anos


Certa vez, em viagem à Fortaleza na companhia de um neto, à época com idade em torno de seis anos, passamos em frente a um cemitério na beira da estrada, repleto de túmulos que mais pareciam casinhas. O cenário chamou a atenção do menino que perguntou:


- Quem mora nessas casinhas?

A pergunta causou surpresa, pois, jamais havia imaginado tal cenário. Confesso que demorei um pouco a responder por não querer criar uma imagem que viesse a causar medo na criança. Fui criada com medo de cemitério, porque me foi dito que ali se reuniam almas do outro mundo. E, como não entendia bem o significado de “alma do outro mundo”, mas sabia que para muitas pessoas era assustador, passou a ser para mim também. Não queria que essa estória tivesse continuidade com meu neto, pois, já adquirira o conhecimento da doutrina espírita. Dessa forma, passei a informação sem amedronta-lo, apenas esclarecendo.


Seguimos viagem e aquela interrogação não saia da minha mente: “Quem mora nessas casinhas”?


Quantas vezes transitei por aquela estrada sem sequer me dar conta da existência daquele cemitério, mas aquele dia foi diferente. Fiquei a imaginar o porquê de se construir moradas para os mortos, muitas até bem luxuosas, mas que não são visitadas habitualmente. Apenas uma vez no ano é que os familiares se preocupavam em verificar o estado em que se encontravam essas residências e algumas reformas são feitas, para receber os visitantes no dia de finados.


E fiquei a pensar, e quando chegar a minha hora, como será? Claro que não quero ser transportada para a cidade dos mortos, o meu corpo sim, pode seguir sua destinação, mas eu, espírito imortal, vou estar livre em algum lugar.

Eu que nunca gostei de cemitério e que jamais marcaria um encontro com familiares nesse lugar, também não gostaria de receber qualquer homenagem nesse dia, nesse lugar. E já tratei de resolver a situação com familiares esclarecendo que, após minha partida, com certeza teria a permissão de visitar meu lar e que, nesse dia em que os ausentes (prefiro chamar assim), recebem um convite especial dos familiares, que eu fosse convidada a visitar o meu lar. Gostaria de ver minha família reunida e para alegrar o ambiente, a música que pudesse relembrar nossos momentos. E que assim acontecesse em outras datas e não só dia de finados. Enfim, não gostaria de ser esquecida por meus familiares e nem impedida de visita-los.


Quantos familiares que adentram seus lares saudosos, que abraçam seus familiares e apenas conseguem registrar o sentimento de saudade. Se tivessemos a consciência de que nos momentos de intensa saudade poderíamos estar diante de nosso seres queridos, aproveitaríamos o momento para retribuir o abraço e externar a nossa saudade.

Creio na imortalidade da alma e que as afeições prosseguem além da morte.
A morte é apenas um até logo com reencontro na vida espiritual.