Iguatemi

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Olhar Novo em 2013!


Antecipando a mensagem de Ano Novo, fiz uma locução da mensagem de Carlos Drumond de Andrade, intitulada "Feliz Olhar Novo", que desejo compartilhar com todos.

Que saibamos aproveitar muito bem, esse presente que se traduz em 365 oportunidades diárias para escrevermos nossa história.

Feliz Olhar Novo em 2013!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natal em Família



 Meus netos: Mirela, Emmanuely, Giovana, Lucas, Bruna, Alícia, Arthur, Glauber e Sabrina
A data de 25 de dezembro, para mim, diz respeito à reunião e comemoração em família. Por se tratar de homenagem ao Ser Maior, Jesus Cristo, entendo que é na intimidade do lar que deve ser comemorada. 

Embora não possamos reunir toda nossa família, pois muitos residem em outras cidades, nos juntamos na noite de Natal com filhos, netos, genros para comemorar a magna data com a tradicional ceia de Natal em família.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Meu neto Glauber já nasceu sendo um presente.


Um dia após sua mãe completar 15 anos (17 de dezembro de 1988), ele nasceu. O mais interessante é que eu sempre tive a impressão de que ele era meu filho. Antes que Gelma engravidasse eu tive um sonho que deixou mais forte essa impressão.

No sonho, fui levada por um ser que não consegui identificar até uma clareira onde me encontrei com um jovem que se encontrava na companhia de um senhor. Ao avistá-lo, comecei a chorar por perceber que impedira a vinda dele, pois, havia feito ligadura de trompas. “Não acredito que impedi justo a vinda dele”, disse no sonho. O senhor que o acompanhava me disse: “Não se preocupe, ele já está se preparando para reencarnar em sua família”. 


 Essa imagem se aproxima muito da imagem que guardo do meu sonho.

Em outro sonho, eu me via como mãe de um bebê e quem cuidava era Gelma e eu, me perguntava: “se o filho é meu, porque ela é que tem que cuidar”. Em seguida veio a notícia de que Gelma estava grávida e ficou desde sempre essa impressão.

Mas, o que importa de verdade, é que ele faz parte da nossa família e é muito amado por todos nós e se faz amar, pelo seu carisma e sua simplicidade. 

Que Deus te abençoe sempre meu filho-neto.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sob as bençãos de Deus, Emmanuely comemora três aninhos


Momento capturado pela lente da vovó Leila

Na noite deste domingo (16), nos reunimos em família para comemorar o aniversário da minha netinha Emmanuely, que completou três anos de idade, dia 13 deste. Um momento de muita emoção e alegria, em virtude do quadro de saúde que Emmanuely vivencia desde maio deste ano. O sentimento geral foi de agradecimento, por termos a felicidade de tê-la conosco em franca recuperação. 
Como não podia deixar de ser, a sua mãezinha Andréia, aproveitou para agradecer a todos o apoio recebido. Momento de muita emoção que, culminou com uma prece realizada por todos. 

A Manú (como é chamada carinhosamente) ficou muito feliz com sua festinha da ‘Galinha Pintadinha’, tema que ela escolheu. 
Neste domingo, 16 de dezembro, também faz aniversário minha filha Gelma, seu pai Heliodório e, nesta segunda (17), meu neto Glauber. 
Apesar de tantas datas a serem comemoradas, todas as atenções se voltaram para a nossa pequena, grande guerreira que, muito cedo iniciou uma batalha pela vida em que vem sendo vencedora. 
Rogamos a Deus que ela continue sendo merecedora das bênçãos da saúde, para que, em breve, possamos comemorar sua cura definitiva.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O quanto de brinquedos estamos dando aos nossos filhos

Existe uma matemática que multiplica o número de brinquedos recebidos por nossos filhos durante todo o ano. São inúmeras as datas em que presenteamos nossos pimpolhos: aniversário, páscoa, dia da criança, natal  e às vezes em que nos deparamos com alguma novidade interessante que vai fazer nosso filho feliz. Sem falar nos pedidos que nos fazem, pois desejam ter o brinquedo que o coleguinha está exibindo na escola. 

Além dos pais, avós, tios, padrinhos e amigos contribuem para que nessas festas seja grande o número de brinquedos ofertados à criança que, após a euforia do recebimento e rasgar da embalagem, brinca por alguns momentos e daqui a pouco, a pilha de brinquedo está jogada ao canto. Ela sequer elege um em especial. Muitos a criança já tem e, é comum os pais voltarem à loja para troca do presente ou guardar para doar em outras ocasiões.

Particularmente, conheço pessoas que exibem verdadeiras lojas de brinquedo nas prateleiras do quarto das crianças, sem que a mesma sequer possa tocá-los. Esperando que ela cresça e tenha cuidado com os brinquedos, dizem. Da mesma forma, conheço crianças que destroem seus brinquedos poucas horas após serem recebidos. Não desejaram, não ansiaram por aquele brinquedo, não lhe dão o significado devido.

O tempo em que a criança sonhava com um presente ou aguardava ansiosamente pela noite de natal para exibir no dia seguinte o presente que recebeu de Papai Noel já é passado. Mas, para muitas crianças, em situação social deficitária, o brinquedo ainda é um sonho irrealizável, o Papai Noel jamais foi visto por qualquer deles na magia da noite de natal.

Um vídeo que circula pela internet mostra a triste realidade da comunidade de Suspiro Betânia no Piauí, onde as crianças brincam com pedrinhas e bolas de pano improvisadas, não tem um ambiente para brincar, em virtude da precariedade da região e, muitas delas sequer ouviram falar de Papai Noel.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Emmanuely retornando ao prazer de viver


Ver a Emmanuely andando de bicicleta após um período em que teve de ficar retida em um leito de hospital e sem ânimo para brincar, é motivo de comemoração para toda a família. 

E, adivinha o que ela pediu de presente no Natal? Quem disse, uma bicicleta, acertou.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hoje eu posso escolher

Pedi e obtereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á, ensinou Jesus. Ele só não disse o que pedir, onde buscar e bater. Deixou o ensinamento em aberto, para que, fazendo uso do nosso livre-arbítrio, pudéssemos escolher.

Trocando em miúdos: se pedirmos o bem, buscarmos o bem e batermos na porta do bem, seremos contemplados com o bem. Da mesma forma, se pedirmos o mal, buscarmos o mal e batermos na porta do mal, seremos contemplados com o mal.

A lei de ação e reação, que rege as nossas vidas está sempre presente no momento em que escolhemos, seja o bem, seja o mal. Precisamos estar atentos às nossas escolhas, pois, quando escolhemos prejudicar ou ferir alguém, essa ação retornará para nós, em algum momento de nossas vidas. Da mesma forma, quando escolhemos fazer o bem, ele também virá ao nosso encontro.

Daí a necessidade de aprendermos a escolher entre o que é o bem e o que é o mal. Ações simples podem nos ajudar nesse aprendizado, como as da mensagem abaixo.

Hoje eu posso escolher

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus pela oportunidade da experiência.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso gastar os minutos a me lamentar ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser vivido da maneira que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às ideias e utilidade às horas. Tudo depende só de mim.
Nesta mensagem atribuída ao saudoso Charlie Chaplin, astro de Hollywood, que encantou o mundo no tempo do cinema mudo, encontramos motivos de reflexões.
Sem dúvida, a vida é feita de escolhas...
O tempo todo estamos fazendo escolhas, elegendo o que fazer e o que não fazer, o que pensar e o que não pensar, em que acreditar e em que não acreditar.
A vida está sempre a nos apresentar opções. E as escolhas dependem exclusivamente de nós mesmos.
Não há constrangimento algum. Somos senhores absolutos da nossa vontade, no que diz respeito às questões morais.
Se é verdade que às vezes somos arrastados pelas circunstâncias, é porque optamos anteriormente por entrar nesse contexto.
Assim, antes de optar por qualquer das opções que a vida nos oferece, é importante pensar nas consequências que virão em seguida.
Importante lembrar que não estamos no mundo em regime de exceção. Todos estamos na Terra para aprender. E as lições muitas vezes são mais simples do que pensamos.
Não imaginemos que as coisas e circunstâncias desagradáveis só acontecem para nos atingir. Elas fazem parte do contexto em que nos movimentamos junto a milhares de pessoas que vivem na Terra conosco.
*   *   *
Olhe, em seu jardim, as flores que se abrem e nunca as pétalas caídas.
Contemple, em sua noite, o fulgor das estrelas e nunca o chão escuro.
Observe, em seu caminho, a distância já percorrida e nunca a que ainda falta vencer.
Retenha, em sua memória, risos e canções e nunca os seus gemidos.
Conserve, em seu rosto, as linhas do sorriso e nunca os sinais da mágoa.
Guarde, em seus lábios, as mensagens bondosas e esqueça as maldições.
Conte e mostre as medalhas de suas vitórias e encare as derrotas como uma experiência que não deu certo.
Lembre-se dos momentos alegres de sua vida e não das tristezas.
A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.
E um só olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos.
Seja otimista e não se esqueça de que é nas noites sem luar que brilham mais forte nossas estrelas.

Redação do Momento Espírita, com base em texto
atribuído a Charlie Chaplin e em mensagem
de autoria desconhecida

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As crianças do Hospital São Marcos

Minha netinha Emmanuely, já está na fase de manutenção de seu tratamento, em que, semanalmente, recebe a aplicação de uma injeção. Para tanto, se faz necessário que toda terça-feira nos encaminhemos à Teresina, para que o procedimento seja realizado na quarta-feira. Assim será, até que a médica mude a prescrição e elasteça o prazo de retorno e, até que a alta seja dada.

Nossa caminhada teve início no mês de maio quando Emmanuely foi diagnosticada com leucemia e, de lá pra cá, não da pra contar quantas idas e vindas de todos nós foi realizada à Teresina por Emmanuely. Mas, o mais importante é que, tudo está bem com ela. 

Depois da temporada em que esteve internada e retornou para casa, quando se falava em viajar para Teresina, Emmanuely logo dizia: “eu não quero ir pra Teresina” e começava a chorar. Creio que ela não entendia porque ninguém lhe dava ouvidos e seguia viagem. Hoje, mais adaptada ao tratamento, ela já não chora. Viaja alegre, mesmo sabendo que vai a tratamento. Apesar da adaptação, ela ainda reluta quando chega frente ao hospital, sempre diz: “não quero ir pro hospital não” e, como sempre, ninguém lhe da ouvidos. Apenas recebe a explicação de que é para o seu bem.

Ao chegar à sala da quimioterapia, o quadro é chocante, pelas presenças que lá se encontram. Inúmeras crianças, tão pequenas e tão sofridas, acompanhadas da mãe (em sua maioria), ou pai. Todas elas, a espera da medicação que vai lhes garantir a cura e a libertação de tal sofrimento. Muitas dessas crianças, já retornaram à pátria espiritual, algumas delas, chegamos a conhecer.

Enquanto crianças e familiares lutam para vencer tal doença, a equipe de profissionais do São Marcos não descansa. Sempre a postos, solícitos, fraternos, ajudando a carregar a dor de todos que ali chegam em busca do bálsamo aliviador de suas dores.

Deus abençoe a todos!

sábado, 24 de novembro de 2012

Um sábado proveitoso e de muito estudo na casa espírita



A minha tarde deste sábado foi dedicada ao estudo da homossexualidade, em seminário realizado no Centro Espírita Semente Cristã. Durante quatro horas, conversamos sobre as questões que envolvem a homossexualidade, o sexo, a postura da família e da sociedade e de forma mais direcionada aos trabalhadores da casa espírita, a postura do centro espírita ante a homossexualidade.

A doutrina espírita dispõe de excelentes livros que tratam da questão homossexual, que precisam ser estudados e discutidos em nossas casas. 

O espírito André Luiz, psicografou através do médium Chico Xavier a obra ‘No Mundo Maior’ no ano de 1947, em que afirma: “A incompreensão humana dessa matéria equivale à silenciosa guerra de extermínio e de perturbação, que ultrapassa de muito, a epidemia de bubões, no século VI de nossa era, que eliminou cinqüenta milhões de pessoas na Europa e na Ásia. Pois esse número expressivo constitui bagatelas, comparado com os milhões de almas que as angústias do sexo dilaceram todos os dias”.

Emmanuel, respondendo aos questionamentos endereçados à espiritualidade a respeito do sexo, psicografa no ano de 1970 a obra ‘Vida e Sexo’, através do médium Chico Xavier, com informações esclarecedoras acerca da questão da homossexualidade. 

Mais recentemente, o médico homeopata, AME de Minas Gerais, Andrei Moreira, lançou o livro ‘Homossexualidade Sob a Ótica do Espírito Imortal’, excelente material de estudo e pesquisa para o movimento espírita. 

Muitas outras obras poderiam ser citadas como material de apoio para questões tão urgentes para a humanidade. Todo esse material está sendo mais que solicitado em nossas casas, no acolhimento aos irmãos que vivem conflitos na área do sexo e seus familiares e que, buscam no espiritismo esclarecimento e consolo. A espiritualidade aguarda o nosso esforço em nos debruçarmos sobre essas obras que já se encontram entre nós há mais de 40 anos.

O espírito Bezerra de Menezes na mensagem "Cristo espera por nós" alerta:

"Vivemos uma hora, espíritas, em que não há lugar para tergiversações. Faz-se-nos indispensável definir tarefas e afogar-nos na tarefa do bem. Cristo espera por nós"!
"O espiritismo, no seu segundo século, chama-se ― ação".
"Esta é a religião, cujo nome foi dado por Jesus. O Consolador, não o esqueçamos".
  


domingo, 11 de novembro de 2012

Seminário - Homossexualidade à Luz da Doutrina Espírita



Falar sobre a homossexualidade não é uma tarefa fácil. Apesar de na atualidade ser um dos temas mais discutidos, o preconceito e a discriminação ainda emperram a discussão e geram transtornos na vida de seres humanos que lutam pela conquista de seus direitos e pelo respeito à sua condição de vida.

Muitos jovens vivem em seus lares e na sociedade, o drama da não aceitação e do desrespeito, o que tem gerado sérios transtornos, inclusive o da prática do suicídio. 

Dessa forma, resolvi levar adiante a proposta de esclarecimento que a Doutrina Espírita nos oportuniza através de um seminário que estarei realizando dia 24 de novembro de 2012, no Centro Espírita Semente Cristã, onde gostaria de contar com a presença não só dos espíritas, mas, também, de jovens que vivenciam a homossexualidade e seus pais. 

Será uma excelente oportunidade para conversarmos sem preconceito sobre a homossexualidade na visão da doutrina espírita.


O Centro Espírita Semente Cristã fica localizado na Rua Bolívia, Quadra 25, Casa 10 no bairro Nova América.

Programação

14:00h - Início da atividade
14:10h - O Homossexualismo à luz da Doutrina Espírita
15:00h - O sexo na visão espírita
15:50h - Lanche
16:10h - Postura dos pais e da sociedade ante a homossexualidade
17:00h - Postura da casa espírita ante a homossexualidade
17:50h - Encerramento

 

sábado, 3 de novembro de 2012

Sonhos: Mensagens da Alma


Acordei no meio da noite, ainda assustada, por conta de um pesadelo tão real, que dei graças a Deus ao perceber que era apenas um sonho. O cenário era de muita agitação na rua, pessoas correndo em desespero e, em seguida, a constatação de que um crime terrível acontecera. 

Após fazer minhas preces, tentando me acalmar, fiquei a pensar no quanto o ser humano ainda tem que avançar para vencer a animalidade que rege suas ações. Ainda teremos que viver por muito tempo em uma sociedade que transita entre violência, vícios e marginalidade. “Quando todos os povos estiverem no mesmo nível, no tocante ao sentimento do bem, a Terra será ponto de reunião exclusivamente de bons Espíritos, que viverão fraternalmente unidos”, dizem os benfeitores espirituais. 

Fiquei a meditar sobre a ocorrência do sonho e seu significado quando lembrei-me de um vídeo informativo sobre sonhos, que postei no Youtube no ano de 2008 e aproveitei para rever as informações.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.


Não gosto da palavra ‘Finados’, prefiro ‘Ausentes’, pois, em verdade, é isso que acontece. Com a morte nos ausentamos do convívio familiar e social na dimensão física para permanecermos vivos em outra dimensão.

Por acreditar que a morte seja o fim da criatura humana é que designam por finados, todos os que partem para a pátria espiritual.

Uma bela mensagem intitulada ‘Partida e Chegada’, do CD Momento Espírita, faz analogia entre um veleiro e a morte, em que podemos perceber a continuidade da vida além da morte.

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro”.

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. 

Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz: “já está chegando”.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Como na música de Milton Nascimento, intitulada 'Encontros e Despedidas'.

domingo, 28 de outubro de 2012

Meus quadros em tapeçaria



Há poucos dias, falei aqui no blog, da minha paixão pelo crochê que ficara esquecido no tempo e que, despertou após mais de 20 anos voltando a fazer parte das minhas tarefas diárias.

Sempre fui muito ligada a habilidades manuais, gosto de costurar, já fiz muitos bordados à máquina quando trabalhava com enxovais infantis e a tapeçaria também fez parte desse leque de trabalhos manuais. Digo, fez parte, porque as últimas peças que fiz em tapeçaria já vão completar 30 anos. Durante o período da minha última gravidez, confeccionei três quadros que ainda hoje adornam as paredes da minha residência. Muitos outros foram confeccionados e é possível, que ainda existam no lar de alguém.

Os trabalhos manuais auxiliam na concentração e no relaxamento. Também fazem com que nosso cérebro se mantenha em constante atividade. Nesses dias de agitação e estresse, seria interessante incluir em nossas atividades um trabalho manual que nos dê prazer. 


Sinto que o retorno do crochê em minhas atividades diárias é como se fosse uma faxina cerebral, uma limpeza em minha mente. Enquanto estou concentrada nele, esqueço tudo o mais.