Iguatemi

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Retornou à pátria espiritual a Drª Anita Gonçalves


Conheci a Drª Anita Gonçalves durante sua vinda a Parnaíba para realização de palestra pelo Movimento Espírita. Uma de suas visitas coincidiu com o início da construção do Centro Espírita Semente Cristã, que ela fez questão de conhecer. Lembro que na ocasião ela relatou a presença espiritual de entidades que trabalhavam na fundação física da casa. Na sua visão, estavam colocando em vários pontos da construção, uma espécie de tubos que seriam recursos magnéticos de proteção colocados pela espiritualidade como se fossem colunas do alicerce da casa. Informação confirmada no livro Dimensões Espirituais do Centro Espírita da escritora Sueli Caldas Schubert.

Como médica e estudiosa da doutrina espírita, não se sentia em momento algum, constrangida, quando em seu consultório diante de um quadro não físico, recomendava a assistência espiritual na casa espírita. "Após investigação rigorosa em que nada era diagnosticado no campo físico, retirava da gaveta “O Livro dos Espíritos” e dizia: aqui está o seu tratamento", disse-me certa vez.

Amiga que em alguns momentos busquei para dar apoio a minha filha que se encontrava residindo em Teresina, longe de familiares. Sempre se colocou como se ali eu estivesse.

No nosso último encontro durante programação espírita em Teresina, se colocou a disposição para retornar mais uma vez a Parnaíba e realizar um seminário sobre hiperatividade para educadores, o que não se concretizou.

Infelizmente, não tivemos nenhuma informação quanto ao seu estado de saúde, razão pela qual nos causa surpresa a notícia de seu desencarne.

Como sabemos que a morte faz parte do processo de evolução do ser humano, acreditamos que ela se foi em busca de mais aprendizado e que retornará um dia para compartilhar com irmãos do caminho, os conhecimentos adquiridos, em mais uma oportunidade de vida na Terra.

De volta ao aprisco!



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Milenar Construção


É imprescindível que o homem não esqueça que ele é uma construção em andamento...Alguns ainda se encontram lançando os alicerces de si mesmo, outros já levantam paredes; alguns trabalham respaldando essa figurada edificação espiritual, raros já estão, digamos, na fase do acabamento...

Sem dúvida, o homem pode ser comparado, em seus anseios espirituais, à construção de uma casa... É indispensável que ele persevere, a cada dia acrescentando um tijolo a si mesmo, conforme o desenho do Projetista Divino que é Jesus.

O homem que não se levanta, segundo os parâmetros do Evangelho, assemelha-se à casa erguida sobre a areia... Essa construção, à qual simbolicamente nos referimos, é uma construção cotidiana, no entanto são muitos os que abandonam a si mesmo; poderemos vê-los na condição daquelas casas semiconstruídas, edificações que foram abandonadas pelos empreiteiros: em torno, cresce o mato, passando a ser depredada pelos vândalos...

Ninguém despreze ou desista de si mesmo, ninguém se sinta um projeto frustrado, ninguem desanime ou se entregue ao fracasso; cada dia é importante. A construção das pirâmides consumiu séculos e séculos, a edificação da muralha da China exigiu decênios de continuados esforços; a formação da Terra foi trabalho dos milênios...O espírito é mais importante do que qualquer orbe planetário, do que magnífico monumento chinês, do que a arquitetura egípcia...O espírito há de consumir um templo indefinido, todavia é importante que o interessado em sua própria edificação espiritual não se entregue ao desalento. Que se preocupe, a cada instante, em acrescentar algo a si mesmo; uma corrigenda aqui, outra ali; um pensamento que se assimila, uma idéia de que se desfaz; sentimentos que se transformam; conhecimentos novos que se adquirem...É assim que, seguindo o Projetista Divino, Mestre de Amor e de Sabedoria, o homem vai se levantando para Deus, vai se aperfeiçoando e se engrandecendo!

As oportunidades estão à sua própria volta...De onde o homem tira material para construir um edifício?! Da própria Terra!...O edifício é uma estrutura que se levanta a partir das entranhas da própria Terra...O espírito é uma luz que se alteia e resplandece a partir do próprio homem! Ao seu derredor, o homem encontra os elementos imprescindíveis à sua edificação. Esses materiais estão dentro de casa: são os seus familiares; nas ruas, são os estranhos...
Que Jesus nos possibilite entender que, na milenar construção de nós mesmos, somos, ao mesmo tempo, o pedreiro e o servente da obra em andamento!...


(Livro Mediunidade,Corpo e Alma/ Irmão José/ Carlos A. Bacelli)



sábado, 21 de janeiro de 2012

Autoconhecimento


O autoconhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.

O autoconhecimento nos dá a habilidade de saber como e onde agem nossos pontos frágeis e até a quem atribuímos nossas emoções e sentimentos, facilitando-nos compreender melhor os que nos rodeiam. Caminhar no processo do autoconhecimento significa desenvolver gradativamente o respeito aos nossos semelhantes, impedindo que façamos projeções triviais e levianas de nossas deficiências nos outros.

Apenas quando tivermos um considerável conhecimento de nós mesmos é que poderemos ajudar efetivamente alguém. Se desconhecemos nosso mundo interior, como poderemos transmitir segurança e determinação ou dar força aos outros? O autoconhecimento requer constante auto-reflexão.

Muitos relacionamentos não dão certo porque as pessoas não olham para dentro de si mesmas, não percebendo, assim, seus pontos vulneráveis e suas limitações. Quando atenuamos ou amenizamos as críticas a nosso respeito e a respeito dos outros, estamos assimilando de forma verdadeira as lições que o autoconhecimento nos proporciona.

Não são os grandes conflitos que tornam nossas relações (de negócios, de amizade, de família, conjugais) malsucedidas, e sim um conjunto de "insignificantes diferenças", reunidas através de longo período de tempo. Cobranças, indelicadezas, petulância, insensibilidade, autoritarismo, desinteresse, impaciência, desrespeito - essas pequenas faltas no dia-a-dia podem destruir até mesmo as mais antigas e afetuosas convivências.
Embora não possamos perceber de forma clara e direta, lançamos na vida interpessoal pensamentos e emoções inaceitáveis. Eles formam nosso lado escuro - aquela área do inconsciente que governa e, ao mesmo tempo, dita as normas tanto nos confrontos desagradáveis como nos ímpetos de deboches e gracejos em nossos inúmeros relacionamentos.

Descobrimos o quanto nosso "eu oculto" está em plena atividade quando rimos exageradamente de uma pessoa que escorrega na rua, ou que se equivoca diante de uma palavra, ou mesmo quando ela sofre algum tipo de comparação sarcástica com ponto "censurado" do seu corpo.

Nossa "área sombria" é uma região inexplorada e indomada que atua de forma imperceptível em nossas ações e atitudes. Geralmente, é essa "área" que participa de nossas "supostas brincadeiras" e influencia com precisão o tipo de palavras engraçadas e picantes que deveremos usar nas piadas chulas, nas expressões maliciosas e zombeteiras.

A mensagem subliminar desse nosso "mundo oculto" aparece quando nos horrorizamos com o comportamento sexual das pessoas, recriminando e discriminando cruelmente raças, credos e grupos de "minoria".

Os demônios, na Idade Média, e igualmente as bruxas e hereges simbolizaram brutais projeções de nosso desconhecido "lado escuro". Suplícios e fogueiras, guilhotina e ferro em brasa são marcas que assinalaram a história da humanidade com os ferretes da nossa crueldade inconsciente. É surpreendente como nossas tendências desconhecidas sempre arrumam uma forma de se "dourarem" de princípios filosóficos, redentores ou salvacionistas. 

O desconhecimento de nossa vida interior profunda nos conduz ao vale da incompreensão de nossos sentimentos para com nós mesmos e para com os outros. "(...) os Espíritos foram criados simples e ignorantes (...) Se não houvesse montanhas, o homem não p compreender que se pode subir e descer, e se não houvesse rochedos, ele não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito adquira experiência e, para isso, é preciso que ele conheça o bem e o mal (...)."


Projetamos nossa sombra quando "pegamos alguém para Judas"; quando denegrimos e julgamos a sexualidade alheia sem nos dar conta dos próprios conflitos sexuais. Ela não somente se manifesta em um indivíduo, mas pode exprimir-se em um corpo social inteiro: nas perseguições raciais (nazismo, apartheid, Ku Klux Klan e outras tantas) e nas chamadas "guerras santas" ou "religiosas". Em outras circunstâncias, na repugnância e no ódio visivelmente explícitos e sem controle revelados por meio de palavras e gestos violentos; na aversão ou irritabilidade diante de certas reportagens publicadas pelos veículos de divulgação; nas atitudes de cinismo e nas mais corriqueiras situações e acontecimentos da vida social; e também nas projeções satíricas ou maliciosas em presença de pessoas consideradas "diferentes". Já é tempo de não mais apontarmos o "cisco" no olho alheio.

Lembremo-nos de Jesus Cristo, o Notável Terapeuta de nossas almas, ao analisar os conflitos que atormentavam os seres humanos por não admitirem os diversos aspectos da própria sombra: "Assume logo uma atitude conciliadora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão."

Nossos piores inimigos ou adversários estão dentro de nós, não fora. É imprescindível nos reconciliarmos com os opositores íntimos, ou seja, enxergarmos com bastante nitidez nosso "lado escuro", para atingirmos paz e tranqüilidade de espírito.

Não somos necessariamente aquilo que parecemos ser. O autoconhecimento é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.

DO LIVRO - OS PRAZERES DA ALMA - FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO - DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nosso corpo


Um elegante homem de meia idade entrou calmamente em um café e se sentou. Antes de fazer seu pedido, ele pôde perceber que um grupo de rapazes, sentado a uma mesa próxima, estava rindo dele.

Logo deduziu que o motivo era uma pequena faixa rosa na lapela de seu terno. Incomodado com a situação, mostrou a faixa aos rapazes e perguntou:
             É isto?

Todos gargalharam. Um deles disse:

             Desculpe-me, mas estávamos comentando como essa pequena faixa fica bonita no seu terno azul.

O riso foi geral. O homem, tranquilamente, convidou o que falara para se sentar com ele.

Embora constrangido, ele concordou. Educadamente, o homem lhe explicou que estava usando a faixa para alertar as pessoas sobre o câncer de seio. E terminou:

Eu uso isto em honra da minha mãe.

Lamento muito, falou depressa o jovem. Ela morreu de câncer nos seios?

Não. Ela está viva e passa bem. Entretanto, seus seios alimentaram-me na infância e me confortaram quando estava assustado ou me sentia solitário. Sou muito grato pelos seios de minha mãe e por sua saúde.

O rapaz não estava entendendo e por isso só murmurou: Sei.

Mas o homem prosseguiu: E eu uso esta faixa em honra de minha esposa também.

Ela está ok? Logo questionou o jovem.

Claro, falou o homem. Ela está ótima. Ela nutriu e alimentou nossa filha há vinte e três anos. Sou agradecido por seus seios e por sua saúde.

Suponho, ousou dizer o rapaz, que você use isso em honra de sua filha também?

Não, respondeu. É muito tarde para honrar minha filha, usando isto agora. Minha filha morreu de câncer nos seios há um mês.

Ela pensou que era muito jovem para ter esta doença. Quando, acidentalmente, notou um pequeno inchaço nos seios, ela o ignorou. Pensou que estava tudo bem. Afinal, ela não sentia dores e acreditava que não tinha motivos para se preocupar. 

É em memória de minha filha que uso esta faixa rosa. Por causa dela, tenho tido oportunidades de esclarecer muitas pessoas. Agora, vá para casa, converse com sua esposa, suas filhas, sua mãe e seus amigos.

Finalmente, o homem deu para o rapaz uma faixa rosa para que ele usasse. Erguendo a cabeça, lentamente, o rapaz perguntou:

Você me ajuda a colocá-la?

*   *   *

Você mora no seu corpo. Pense que as máquinas modernas dão ao homem muitas facilidades.

No entanto, valeriam muito pouco sem o concurso das mãos.

Os aviões podem elevar você às alturas. Contudo, no dia-a-dia, você se equilibra em seus pés.

Os grandes telescópios são maravilhas do mundo, mas não serviriam para nada sem os olhos.

A música é o cântico do Universo, entretanto, passaria despercebida sem os ouvidos.

Enfim, pense que o seu corpo é um engenho Divino que a vida empresta a você, para sua permanência na Terra.

Cuide do seu corpo com serenidade e bom senso. Pense que, embora a ciência consiga tratá-lo, e até mesmo substituir alguns dos seus órgãos, ninguém, na Terra, encontra corpo novo para comprar.

Redação do Momento Espírita, com base em artigo assinado por Heraldo Espozel e no cap. 54, do Livro da esperança, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 19.01.2012.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A lição do bambu chinês



Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.

Um escritor americano escreveu:

"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês":

você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento,e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos.

Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava...

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos,de nossos sonhos... especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas)



É que devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Tenha sempre dois hábitos:

Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!!

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

Autor desconhecido

Fonte: otimismoemrede.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Estímulo Fraternal


"O meu Deus segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades". Esta frase foi decisiva em determinado momento da minha vida.

Quando já não restava mais nada a fazer, a necessidade de um apelo surgiu. É aquele momento em que não sabemos mais como agir, que decisão tomar, pois determinadas situações ou atitudes não dependem só de nós. É o momento da entrega e do reconhecimento da nossa incapacidade diante de determinadas situações, que tiveram como função primordial nos ensinar algo. 

Na busca por algum conforto, fiz uma prece e pedi auxílio através de uma mensagem que me desse força para prosseguir, pois chegara ao meu limite. Abri o livro Vinha de Luz e me deparei com a mensagem, Estímulo Fraternal, que claramente me disse: faz a tua parte e confia o restante a Deus que Ele tudo resolverá. A mensagem, psicografia de Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, nos conforta, chama a nossa atenção para as misérias do mundo e nos incita a termos fé. Envolvidos em nossa problemática, não percebemos que maiores angústias existem ao nosso redor e que muito podemos fazer para saná-las, no entanto, a nossa “dor” toma o contorno de ser a maior de todas.

A mensagem conclui dizendo: “Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam, em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão o caminho”.

Passado um tempo me dei conta que tudo estava solucionado, de tal forma, que por mim mesma não seria capaz de resolver. Todos os pontos foram contemplados pela misericórdia divina.


ESTÍMULO FRATERNAL

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus". - Paulo. (FILIPENSES,
4:19).

Não te julgues sozinho na luta purificadora, porque o Senhor suprirá todas as nossas necessidades.
Ergue teus olhos para o Alto e, de quando em quando, contempla a retaguarda.
Se te encontras em posição de servir, ajuda e segue.
Recorda o irmão que se demora sem recursos, no leito da indigência.
Pensa no companheiro que ouve o soluço dos filhinhos, sem possibilidades de enxugar-lhes o pranto.
Detém-te para ver o enfermo que as circunstâncias enxotaram do lar.
Pára um momento, endereçando um olhar de simpatia à criancinha sem teto.
Medita na angústia dos desequilibrados mentais, confundidos no eclipse da razão.
Reflete nos aleijados que se algemam na imobilidade dolorosa.
Pensa nos corações maternos, torturados pela escassez de pão e harmonia no santuário doméstico.
Interrompe, de vez em quando, o passo apressado, a fim de auxiliares o cego que tateia nas sombras.
É possível, então, que a tua própria dor desapareça aos teus olhos.
Se tens braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos
semelhantes, és realmente superior a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas, sem coragem de amparar a ninguém.
Quando conseguires superar as tuas aflições para criares a alegria dos outros, a felicidade alheia te buscará, onde estiveres, a fim de improvisar a tua ventura.
Que a enfermidade e a tristeza nunca te impeçam a jornada.
É preferível que a morte nos surpreenda em serviço, a esperarmos por ela numa poltrona de luxo.
Acende, meu irmão, nova chama de estímulo, no centro da tua alma, e segue além. Sê o anjo da fraternidade para os que te seguem dominados de aflição, ignorância e padecimento.
Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam, em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão o caminho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A quantas anda a nossa honestidade?

Recebi no final da tarde no meu local de trabalho, a visita do Sr. Joseph, acompanhado de sua esposa, ambos recém-chegados de uma temporada na Alemanha. O Sr. Joseph colaborou por um período com artigos sobre a cidade de Parnaíba para o Proparnaiba.com e sua ausência foi sentida por alguns leitores, que perguntaram: Por onde anda o Joseph?

Em conversa descontraída, ouvi uma narrativa interessante sobre a postura das pessoas na Alemanha. Segundo Joseph, existe na região em que se encontrava um campo de flores tipo uma floricultura ao ar livre, onde as pessoas se servem à vontade escolhendo o tipo de flores e a quantidade que deseja levar. Num local determinado, o cliente encontra uma caixinha para depositar o valor correspondente à aquisição e ferramentas que possibilitem a retirada do objeto de desejo. Não existem funcionários ou seguranças e tudo transcorre em clima de tranquilidade sem que nenhum dano ocorra à propriedade.

Fiquei a imaginar a cena no Brasil e de imediato me veio à mente o já comum aviso, que nos habituamos a ler nas grandes e médias empresas: “Sorria, você está sendo filmado”. Em outras palavras, “não cometa a tolice de levar nada sem pagar, pois, estamos de olho em você”.

É claro que existe em nossa sociedade muitas pessoas com equilíbrio e moralidade para conviver e poder usufruir de ambientes como o citado. O que não podemos negar é que, ambientes tais seriam depredados, lesados, destruídos por pessoas que, ainda, não aprenderam o real sentido da honestidade e da responsabilidade.

Infelizmente, o cenário em que vivemos na atualidade é assustador. A cada dia surgem novas práticas de violência e agressão ao ser humano, causando o temor e a desconfiança nas criaturas. As residências foram transformadas em verdadeiras fortalezas. Dentro dos comércios, o simples fato de alguém esquecer e adentrar o estabelecimento com um capacete na cabeça, já causa pânico em face das práticas de assaltos realizados. Nossas crianças já não podem transitar livremente portando qualquer objeto de valor, com riscos à própria vida. A cada dia ficamos mais desconfiados e precavidos. É o ser humano com medo de outro ser humano.

Creio que no atual cenário, ninguém em sã consciência, ousaria criar tal empreendimento no Brasil. Ou será que estou enganada?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Qual o melhor momento de nossas vidas?

Se alguém lhe perguntasse, de todos os momentos da sua vida, qual o mais importante, o que você responderia?
O momento do seu nascimento? A sua infância? A sua juventude? O dia em que seu filho nasceu? O dia da sua formatura?
Com certeza, cada um de nós elegeria um melhor momento. E, contudo, o melhor momento para todos nós é o momento presente. É aquele que estamos vivendo.
Vejamos. O passado já passou e nos deve ter servido de experiência positiva. O futuro ainda está para vir.
Portanto, o melhor momento é o presente. É aquele que estamos usufruindo.
Por isso mesmo é que o Mestre de todos nós asseverou que a cada dia bastam as suas próprias preocupações, convidando-nos a viver com intensidade o dia presente.
Quantos de nós aproveitamos o momento presente? Aproveitar no sentido de usufruir dele toda a experiência, o prazer que ele pode nos ofertar.
Vejamos: quem de nós toma o café da manhã pensando no café da manhã? Normalmente, estamos nos servindo do café e pensando no dia de trabalho que nos aguarda.
Por vezes, assistimos a TV ou lemos o jornal, enquanto o café vai sendo simplesmente engolido. Nem desfrutamos do sabor do pão, do suco, do leite, da fruta.
Precisamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, porque não temos tempo para tudo.
Quem de nós come uma maçã, pensando na maçã, sentindo todo seu sabor? Quem de nós saberia dizer quantos cheiros têm uma maçã?
Possivelmente a criança que ainda vive essa fase de apreciar cada coisa à sua vez, nos falaria do cheiro da maçã verde, da maçã madura, da maçã podre.
Pensando neste momento importante, que é o presente que estamos vivendo, estabeleçamos um roteiro de vida padrão ideal para nós.
Reservemos um pequeno espaço de tempo entre os nossos tantos afazeres para a beleza.
Despertemos cedo, a fim de acompanhar o nascer do dia, embriagando-nos com a luz.
Caminhemos por um bosque, um jardim, uma alameda, silenciosamente, por alguns minutos, aspirando o ar da natureza.
Permitamos que o leve ar da manhã nos penetre profundamente os pulmões. Sintamos como ele nos beneficia.
Contemplemos uma noite estrelada e nos perguntemos quantos olhos nos espiam, dessa imensidão.
Contemplemos uma rosa, em pleno desabrochar, pétala a pétala. Sintamos o seu perfume se espalhando no ar.
Detenhamo-nos por um instante ao lado de uma criança, descobrindo-lhe o sorriso e a inocência.
Conversemos com um ancião tranquilo. Enfim, abramo-nos à beleza que existe em tudo e nos adornemos com ela.
*   *   *
Estamos mergulhados no amor de Deus. Jamais nos esqueçamos disto.
Deus está em nós e ao nosso redor. Busquemos descobri-lO e nos deixemos conduzir por Ele, com sabedoria.
Somos herdeiros do Universo. Permitamos que o amor de nosso Pai nos comande a vontade e os passos, facultando-nos crescer com menor dose de sofrimento.
Plenificados em Deus, vivamos o momento presente com toda a exuberância, retirando dele o melhor para as nossas próprias vidas.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos dos caps. LXXI e CXVII, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 06.01.2012.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Perdoar barra doenças e proporciona uma sensação de paz


Uma técnica havaiana, chamada oponopono, que significa "amar a si mesmo", prega a cura interior antes de trabalhar o que está fora. Em outras palavras: à medida que você se cuida, seu mundo se modifica para melhor. Segundo o escritor e arquiteto Carlos Solano, essa técnica, usada para fazer prosperar a condição da casa, também pode ser adotada em prol dos relacionamentos amorosos, familiares e profissionais. "Eu sinto muito, eu te amo" é um dos mantras do oponopono, uma amorosa forma de dizer perdão. "Acho que o fato de perdoar, seja um acontecimento, seja uma pessoa, afeta a estrutura inteira de sua vida. Tanto faz escolher perdoar-se primeiro ou a outra pessoa. O que conta é entrar na frequência do perdão, que libera o peso do passado e abre caminhos", afirma Solano.

Perdoar, afinal, não remete apenas ao outro, mas, primeiro, a si mesmo. E isso, acredite, faz um bem danado: para a saúde do corpo, para o bem-estar da alma, para os relacionamentos e é uma habilidade que pode ser aprendida e praticada por qualquer um por meio dos mantras do oponopono ou até por exercícios de autoanálise.

O perdão ajuda você a ter controle sobre seus sentimentos, é uma habilidade que pode ser aprendida e praticada em sua rotina. Isso significa tolerar o motorista que deu aquela fechada no trânsito, desculpar a atendente da loja pelo mau humor, se perdoar por sentimentos negativos, ações incorretas e histórias passadas.

O bem que faz para a saúde
Segundo o especialista Fred Luskin, perdoar ajuda a barrar o desenvolvimento de problemas cardíacos e reduz os índices de câncer e outras doenças ligadas aos sentimentos negativos. Além disso, traz o delicioso sentimento de paz. "Paz na mente, no corpo e no espírito. Há um grande alívio por não precisar guardar mais ressentimentos, rancores e mágoas. No início da prá­tica, a paz surge em pequenas on­das, mas, com o tempo, vai tornando a pessoa mais forte, mais cal­ma e capaz de enfrentar outras dificuldades", afirma.
Luskin ensina seu método. Ele mostra, por exemplo, que precisamos aprender, primeiro, a desculpar as pequenas atitudes do dia-a-dia. As coisinhas que incomodam, como o fato de o seu parceiro ter esquecido de levar o cachorro para passear. Outros pontos em que o psicólogo americano toca: cada um de nós deve reconhecer que ninguém é perfeito - inclusive a gente mesmo -, aceitar o que não podemos mudar e ter paciência consigo. O pesquisador já exercitou o método de trabalho com casais, jovens e profissionais de empresas. Uma de suas experiências mais marcantes foi um projeto realizado na Irlanda do Norte com famílias que perderam os filhos por causa da violência política e religiosa. "Ao conseguir perdoar os assassinos de seus filhos, as mães deixaram a depressão e o pessimismo, adquirindo força para lidar com isso", conta.

Para o teólogo Francisco Catão, escritor e professor de teologia do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), existem duas categorias de pessoas quando o assunto é perdoar: as que entendem o perdão e as que não entendem. "Essa atitude é a caixa-preta da paz", afirma. E, assim como as teorias de Luskin e a técnica havaiana do oponopono, o teólogo Catão acredita que o ato de perdoar possibilita um grande aprendizado - sobre o outro e sobre si próprio - e coloca as relações humanas em outro patamar: "É o nível do amor, o que falta na humanidade hoje", finaliza. Então, que tal começar o ano treinando o perdoar? Quem mais ganha com isso é você.

Por que é tão difícil perdoar?
Para a neuropsicóloga e terapeuta cognitiva Maria Carla da Silva, existe a dificuldade de perdoar porque as pessoas confundem o perdão com uma demonstração de fraqueza, quando ele é justamente o contrário: sinal de força de caráter, altruísmo e amor à vida. "É uma alforria da dor e existe em três dimensões temporais. Quando você perdoa, liberta o passado, ocupa o presente da maneira certa e vê esperança no futuro. O perdão permite nos reconciliar não só com as pessoas mas também com a própria vida", diz Maria Carla. No campo neurológico, ela explica que o perdão equivale a um banho de vida, já que o sistema límbico é favorecido. "As memórias negativas se apagam e o cérebro e todo o organismo são recompensados porque ficam livres de um fardo energético."

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br

domingo, 1 de janeiro de 2012

Litoral do Piauí: Quando será?

 Orla de Atalaia às escuras na passagem de ano

Apesar de todos os relatos em torno da falta de estrutura das cidades de Parnaíba e Luis Correia neste final de ano, devemos considerar que o número de visitantes que chegou ao litoral para a virada de ano foi surpreendente. Sem contar o número de pessoas que sairam de suas casas rumo a praia.

A cidade de Parnaíba estava praticamente deserta na última noite do ano, nenhuma movimentação nos locais onde, comumente, há uma grande concentração de pessoas em momentos de comemoração.

Todas as praias: Pedra do Sal, Atalaia, Coqueiro, Barra Grande e demais ficaram lotadas.

Isto nos alegra porque residimos numa região rica em belezas naturais, reconhecida por todos que nos visitam. Cidade igual a Parnaíba não encontramos num raio de mil quilômetros ou mais, no entanto, basta alguns poucos quilômetros e já estamos usufruindo de um lazer que faz com que milhares de visitantes anualmente nos visitem.

O que nos entristece é observar a falta de estrutura existente no nosso litoral. Não estamos sendo surpreendidos pelo número de visitantes, esse fenômeno já ocorre há algum tempo em nossa região. Fomos descobertos. O que precisamos é sacudir nossos gestores para que despertem, pois não podemos repetir os mesmos erros ano após ano. E todo ano é assim, as mesmas empresas que muito prometem e pouco cumprem, num verdadeiro desserviço ao turismo de nossa região, deixam uma marca acentuadamente negativa no nosso litoral.

Turistas insatisfeitos deixam a nossa cidade a cada ano, pensando seriamente em não retornar.

Queremos fidelizar o turismo ou estamos satisfeitos em receber a cada ano novos turistas que não mais retornarão, por não encontrarem as condições ofertadas? Este, sem dúvida, não é um bom marketing.

É isto que queremos?

Pensemos nisto!