Iguatemi

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sexta-feira, 30 de março de 2012

AMOR


Nos nossos dias, a maioria dos indivíduos tem conceituado o amor baseando-se tão-só no carinho de uma pessoa por outra, na construção romântica e simplista cultivada em nossa cultura, nos versos ingênuos e sonhadores dos poetas ou no que escuta e vê nos meios de comunicação de massa. Na realidade, trata-se de conceitos egóicos quase sempre retirados das frustrações, das inseguranças, da sensualidade e dos sentidos imediatos ou ilusórios.

O amor é um potencial imanente do ser humano. É um fenômeno natural a ser despertado por todos, e não simplesmente algo pronto e guardado nas profundezas da alma, esperando ser descoberto por alguém a qualquer momento.

O amor está na naturalidade da vida de cada um. É uma capacidade a ser desenvolvida, como a inteligência. Um dia, amar será tão fácil como respirar em uma atmosfera pura ou saciar a sede na água translúcida. No "amor real", nós desejamos o bem da outra pessoa e nos alegramos com sua evolução; no "amor romântico", nós desejamos a outra pessoa e nos vestimos com o manto da possessividade. Por não amarmos é que a indiferença e o desprezo vigoram no seio da sociedade.

Quem ama se torna, gradativamente, um indivíduo pleno; por isso, nem sempre é conveniente aos tiranos e dominadores nos incentivar ao amor. Não nos querem libertos, originais e criativos. A melhor forma de destruir um homem é impedi-lo de amar, exterminando, assim, sua naturalidade e espontaneidade.

A sociedade atual, como as de outrora, não encoraja ou estimula os indivíduos a tomar posse de sua mais completa individualidade. Para nossa melhor elucidação: in-diví-duo = não dividido em dois. Do latim individuus: indivisível, uno, que não foi separado.

Os governantes injustos e déspotas querem comandar os corpos; os religiosos fundamentalistas - vinculados a todo e qualquer movimento conservador que enfatiza a obediência rigorosa e literal dos textos de um conjunto de princípios básicos — querem comandar as almas. Querem nos reduzir a fantoches, a simulacro de ser humano, que nada sentem ou pensam. Fantoches são dirigidos, só obedecem, não possuem autonomia, não possuem comando da sua vida.

Se houvesse amor entre os homens, não haveria fronteiras. O amor desenvolve características pessoais, distinguindo e particularizando a criatura. Ao proporcionar-lhe vontade própria e independência, enseja que ela expanda horizontes e dissolva as barreiras onde o padrão e a generalização ergueram paredes.

Quando não amamos, ficamos vazios. Há ausência de diversidade e de multiplicidade na vida interior e na exterior. Amar é uma forma básica de bem viver. Nossas estruturas íntimas estão alicerçadas no amor. Sem amor tudo fenece.

Buscamos a religião ou buscamos a Deus porque perdemos contato com o amor.

"Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" conforme a expressão de Paulo de Tarso. Por que, então, temos tanta necessidade de buscar a Divindade no exterior ou na superficialidade? A verdadeira religião tem o propósito de nos levar de volta a Deus - ao Amor —, pois, segundo o apóstolo João: "(...) Deus é Amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele." 

Quando a humanidade aprender a amar, todos nós nos reuniremos em torno de uma só religião - o Amor. Aliás, a única religião professada por Jesus Cristo.
Amar a Deus, amar ao próximo, amar a nós mesmos. Essa é a mais pura essência dos ensinos do Mestre.

"(...) Aliás, quantos não há que crêem amar perdidamente, porque não julgam senão sobre as aparências, e quando são obrigados a viver com as pessoas, não tardam a reconhecer que isso não é senão uma admiração material. Não basta estar enamorado de uma pessoa que vos agrada e a quem creiais de belas qualidades; é vivendo realmente com ela que podereis apreciá-la. Quantas também não há dessas uniões que, no início, parecem não dever jamais ser simpáticas, e quando um e outro se conhecem bem e se estudam bem, acabam por se amar com um amor terno e durável, porque repousa sobre a estima!(...)".
Durante anos e anos, comentamos e refletimos sobre o que é o amor; que tal analisarmos alguns sentimentos e emoções que quase sempre confundimos com ele?

• Quando sentimos enorme satisfação por estar ao lado de alguém a quem admiramos excessivamente, pelo seu jeito de falar, vestir, andar, satisfação que se intensifica em recepções ou eventos sociais, onde seremos notados, não se trata de amor, mas de exibicionismo ou narcisismo.

• Quando precisamos desesperadamente de outro ser humano para viver ou ser feliz, estabelecendo para nós privilégios exclusivos, ou melhor, quando requeremos um verdadeiro monopólio de afeto, carinho e atenção dessa pessoa, não se trata de amor, mas de carência íntima ou necessidade afetiva.

• Quando vivemos entre crises de ciúme, num clima de frustração, falta de confiança, tristeza e perda de estímulo para viver, lançando mão de qualquer recurso para manter uma pessoa ao nosso lado, mesmo quando sabemos que não somos amados, não se trata de amor, mas de baixa auto-estima ou desrespeito a nós mesmos.

• Quando acreditamos que nossa existência perderá o sentido e não suportaremos viver sozinhos sem a presença do outro, reclamando, insistentemente, a presença de alguém ao nosso lado para que possamos nos livrar da insegurança ou da instabilidade emocional, não se trata de amor, mas de dependência ou apego compulsivo.

• Quando achamos que devemos ter o controle absoluto sobre outro ser humano, não respeitando nada nem ninguém, dominando sua vida e acreditando que ele deva ter nossos mesmos objetivos, vontades e interesses, não lhe permitindo a livre expressão e o direito de escolher, não se trata de amor, mas de possessividade ou egoísmo.

• Quando discutimos, com freqüência, por motivos banais e nos hostilizamos mutuamente, vivendo entre crises temperamentais e de falta de compreensão, tentando retrucar as ofensas para compensar a insatisfação afetiva ou a insaciabilidade sexual, não se trata de amor, mas de paixão ou simples desejo.

Mesmo aquele que tem pouco amor em seu coração já possui uma pequenina chama que lhe ilumina o caminho nas tempestades escuras da existência humana. A luz de uma simples vela na escuridão da noite pode nos guiar seguramente e - por que não? - também auxiliar os outros companheiros do caminho. Na imensidão da névoa noturna, um humilde vaga-lume consegue ser visto a relativa distância.

Os nossos diminutos anseios de amor assemelham-se a tochas vivas que nos conduzem por entre os abismos e despenhadeiros que enfrentamos nas labutas da vida terrena.

Há duas espécies de afeições: a do corpo e a da alma e, freqüentemente, se toma uma pela outra. A afeição da alma, quando pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque, freqüentemente, aqueles que crêem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina. "

Do Livro - Os Prazeres da Alma
Francisco do Espírito Santo Neto pelo Espírito Hammed

segunda-feira, 19 de março de 2012

Saudades daí, mas, aqui tá melhor.


Participando da atividade do Grupo Enxugando Lágrimas (atividade em que cartas são psicografadas), que se realiza aos sábados no Centro Espírita Semente Cristã, fui surpreendida por uma correspondência endereçada a minha pessoa, por uma vizinha já desencarnada há mais de 25 anos. 

Pelo ano de 1986 ou 1987, não tenho bem certeza, iniciamos a construção de uma casa na Rua Prudente de Morais, 576 em Parnaíba e ao lado da residência em construção, uma moradora muito simpática, sempre nos recebia com um café quentinho e à sombra das árvores do seu quintal, ficávamos horas conversando sobre a vida e a expectativa da nova morada. Pouco tempo depois, mudamos para a nova casa e estreitamos a convivência. Dona Cotinha, assim se chamava a minha vizinha, costumava nos surpreender com algumas guloseimas preparadas por ela e, quando nada tinha para dar, uma tijelinha de sirigüela ou cajá nos era ofertada. 

Dona Cotinha morava sozinha e à tarde tinha o hábito de sair para assistir a missa. Era católica fervorosa. Certo dia partiu para a pátria espiritual.

A surpresa veio em forma de carta, em que fala da sua alegria e felicidade pela oportunidade de estar se comunicando e faz referência ao tempo em que foi nossa vizinha. Veja a carta na íntegra!

Que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja aqui hoje.
Muito obrigado meu Pai pela oportunidade de tá aqui falando. Tanto tempo sem ter esse merecimento.
A menina que hoje falo não reconheço (refere-se a médium que psicografou a carta), dizem que era minha vizinha. Me lembro da família quando ela era criança. Ajudei muito as pessoas que moravam ali naquela rua, era deserta quando cheguei, mas, tinha uns parentes vizinhos que me aconchegavam a solidão. Com o tempo foi se povoando tudo, quando você chegou lá, minha filha, já estava lotada aquela rua.
Eu vivia só nos meus afazeres, eram tantos. Mas os anos se passaram, hoje estou aqui feliz, faço minhas atividades, tem um monte de velhinhos que nem eu para me acompanhar. Hoje visto um vestido preto cheio de margaridas pequenas, cabelo arrumado num coque, sandália preta, tô bonita, adoro passear assim, me faz bem. Agora, daqui vou a uma missa com outras pessoas em um lugar lindo, com gramado e muita planta, céu aberto.
Só queria dizer que tô muito feliz aqui. Lembro de todos vocês. Saudades daí, mas, aqui tá melhor. Fale prá sua mãe.

Cotinha.

19 de março - Dia do padroeiro das chuvas e do sertão


19 de março, dia do padroeiro das chuvas e do sertão: São José. Se até essa data não chover, não chove mais; não tem inverno e, consequentemente, não tem fartura. Desde criança ouço essa estória dita pelos mais antigos.


Meu avô era agricultor e lembro de suas falas entre a família e amigos: "Se até 19 de março não chover, não tem inverno, é a seca". Esse pensamento não era só do meu avô, o Ceará inteiro se mobilizava fazendo procissões e novenas, pedindo ao santo misericórdia para o sertão. Quando o santo atendia, era festa no sertão. Mas, tinha ano que o santo era surdo a qualquer apelo, e o que se via era a morte do gado e a perda da lavoura. 

A imagem do nordestino num pau de arara deixando sua terra era de tamanha tristeza, que Luis Gonzaga, imortalizou o sofrimento nordestino em versos, na música - A triste Partida.

Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Sinhô São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé


A crença não morre, prossegue nos filhos e netos que ainda esperam um dia 19 de março de chuva, como garantia de um bom inverno que trará fartura e afastará o fantasma da destruição que a estiagem prolongada traz. 

Será que o Santo vai colaborar?

Artigo escrito em 19 de março de 2010

sábado, 10 de março de 2012

Disciplina do AMOR


Refletindo sobre a questão do suicídio, lembrei da narrativa de Leo Buscaglia em seu livro intitulado AMOR, em que narra uma experiência vivida em sala de aula.

Como professor de psicologia, dava aulas na University of Southern California - EUA. Dentre muitos alunos, uma jovem se destacava pela beleza, alegria e pela forma como se relacionava com os demais alunos. Passado um tempo, Leo Buscaglia observou que a jovem já não comparecia às aulas há algum tempo e, resolveu perguntar ao grupo se alguém sabia do seu paradeiro, quando foi surpreendido pela resposta.

- Ela cometeu suicídio, professor! O senhor não sabia?

A informação abalou o professor que passou a se perguntar: Como não percebi seu estado d'alma, uma vez que ministrava aula de psicologia?

Aquele fato mexeu muito com o professor que a partir de então, decidiu criar na universidade uma disciplina que versava sobre o AMOR, a vida e o relacionamento humano.

Quantas pessoas que surpreendem seus familiares e amigos quando desistem da vida pela porta do suicídio.
- Como não percebemos que ela não estava bem?, indagam.

Na verdade, não é fácil saber o que se esconde no interior das criaturas. Aparentemente, tudo está bem.

Vivemos um jogo de esconde-esconde, onde nossas fragilidades não devem ser demonstradas, partilhadas. Por outro lado, estamos focados em nossos problemas e dificuldades, esquecendo muitas vezes de prestar um pouco de atenção em quem está do nosso lado. Não damos atenção a frases ditas, desabafos, muitas vezes, alertando sobre a intenção de cometer suicídio. E ainda afirmamos: se fosse fazer, não dizia. Para diante do fato consumado, afirmar: Pensei que estava apenas querendo chamar a atenção.

Ouvi certa vez de um médico psiquiatra o seguinte alerta: "O provérbio, cão que ladra não morde", não existe nesses casos. 90% dos que tentam, avisaram antes.

Dessa forma, a disciplina do AMOR deve passar a fazer parte de nossas vidas, para que possamos compreender melhor a nós mesmos e os seres que transitam pela nossa estrada.

Não é uma tarefa fácil. Muitas vezes temos que abrir mão do orgulho, do egoísmo, do preconceito e tantas outras posturas que muitas vezes impedem o diálogo e dificultam o entendimento, gerando situações que levam ao remorso e ao arrependimento tardio.

Infelizmente, não dispomos de universidades com a disciplina - AMOR, mas, podemos fazer um curso rápido com um Mestre que há mais de 2 mil anos tenta nos ensinar o amor às criaturas - Jesus, o Mestre por excelência.

Por Dora Rodrigues

Mulheres de minha vida


No dia consagrado à Mulher, estive ausente da globosfera em virtude de uma queda de pressão que volta e meia me acomete e me tira do ar, razão porque, não me manisfestei sobre tão importante data. Claro que não faltou manifestação de todas as formas enaltecendo a mulher e suas conquistas.

Como mulher, mãe de quatro lindas mulheres: Gelma, Andréia, Alessandra e Aleuda e avó de seis lindas princesas: Sabrina, Bruna, Mirela, Giovana, Alícia e Emmanuele, me sinto abençoada por Deus ter me permitido a convivência nesta existência com tão belos espíritos que complementam minha alegria na Terra.

Nasci numa família de seis mulheres, a contar com minha mãe, Maria do socorro e quatro irmãs: Dolores, Gorete, Lúcia e Margarete. Ambiente totalmente feminino que se estendeu até o lar que constituí e que recebeu o elemento masculino na chegada de meus três netos: Glauber, Lucas e Arthur.

Uma família feliz, posso afirmar!

Mas, falando da Mulher, aquela que ainda sofre o desrespeito e o descaso da sociedade e dentro do próprio lar, embora com grandes avanços, não podemos negar que muitas mulheres ainda se encontram à margem. Seja porque os seus direitos não são respeitados, seja porque ainda não conquistaram a independência financeira. Em muitos casos, porque entregaram suas vidas de tal forma ao companheiro, que já não atentam para a violência sofrida ao ponto de não perceber o crescente aumento da agressividade do companheiro, culminando muitas vezes com a perda da própria vida.

Embora atrasada, gostaria de relembrar a data com duas mensagens que não são novas mas que falam ao universo feminino.



domingo, 4 de março de 2012

Saúde é o que interessa

Esta semana que passou estive em Teresina participando de atividades na Federação Espírita Piauiense e, também, cuidando um pouco da saúde. E quando digo um pouco é porque, em verdade, tenho dedicado pouco tempo mesmo para o veículo físico.

Conhecedora que sou da importância dessa dádiva divina que é o nosso corpo, relevei à segundo plano os cuidados devidos e era de se esperar que fosse necessária uma mudança de hábito, claro que bem mais salutares. O primeiro deles no que diz respeito a alimentação, com alimentos mais saudáveis que até então não me dispusera fazer uso. De imediato, fiquei como que perdida, pensando em tudo que teria que deixar de consumir. Passado o primeiro momento, eis que me pego a elaborar um delicioso cardápio, tudo em nome da boa saúde. Também já reservei horário na academia, nos últimos tempos tenho feito muito exercício de 'notebook no colo'.

Em meio a essas mudanças, lembrei que certa vez uma das minhas filhas me perguntou: "por que, que tudo que é bom é ruim?", referindo-se a necessidade
de consumir legumes e verduras nas refeições. Á época ela detestava, embora soubesse que faz muito bem a saúde.

A mudança de hábito não é algo fácil de ser realizada, mas se torna possível quando percebemos o quanto de saúde e verdadeiro prazer de viver estamos desperdiçando.

Na busca por uma alimentação saudável e deliciosa, lancei mão do mais famoso mecanismo de busca, o Google, e pincei algumas delícias. O resultado é que minha filha e genro aderiram ao cardápio.

Uma dessas delícias, pincei do Tudo Gostoso e compartilho com vocês.

Pra quem gosta...

Salada de grão de bico com bacalhau


INGREDIENTES
·
· 
·         2 colheres de chá de azeite extra virgem
·         500 g de bacalhau dessalgado
·         1 cenoura cozida cortada em tiras
·         1 pimentão vermelho cortado em tiras

·         1 xícara de chá de grão de bico cozido
·         2 cebolas cortadas em rodelas
·         2 dentes de alho picado
·         1 colher sopa de cebolinha
·         1 colher sopa de salsinha picada
·         Molho:
·         4 colheres sopa de iogurte desnatado
·         1 colher chá de mostarda
·         1 pitada de sal
·         Cebolinha verde picada a gosto

  • Deixe o bacalhau de molho 48 horas na geladeira, trocando a água várias vezes
  • Coloque água para ferver e cozinhe o bacalhau por 10 minutos
  • Desfie
  • Aqueça o azeite e refogue o alho com a cebola
  • Acrescente o bacalhau, o grão-de-bico, a cenoura e o pimentão
  • Refogue por mais 3 minutos e desligue o fogo
  • Deixe esfriar e junte a cebolinha com a salsinha
  • Para o molho: misture os ingredientes e regue a salada na hora de servir