Iguatemi

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Meus amigos, sintam-se abraçados nesse dia



Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas
Cabeça de homem mas o coração de menino
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada
Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro
Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro
O seu coração é uma casa de portas abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas
Às vezes em certos momentos difíceis da vida
Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída
A sua palavra de força, de fé e de carinho
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho
Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Sorriso e abraço festivo da minha chegada
Você que me diz as verdades com frases abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo

sábado, 14 de julho de 2012

Psicografia de Euripedes Barsanulfo por Suely Caldas Schubert


"Sempre estamos protegidos por nossos "Anjos" a nos alimentar o bom ânimo!"
Irmãos Queridos.
Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares.
Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha. Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis.
É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.
Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa.
Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável.
O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta. Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral. Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança! Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.
São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor. Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que Jesus está no leme! e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo.
Sobre tudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado. E não esqueçamos de que, se o Brasil é o coração do mundo, somente será a pátria do Evangelho se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós.
Eurípedes Barsanulfo
Mensagem recebida no Centro Espírita Jesus no Lar
Médium - Suely Caldas Schubert
Recebida aos 24/06/12

terça-feira, 10 de julho de 2012

Coisas da Minha Vida


É verdadeiro dizer que jamais esquecemos o que vivemos. Podemos até tocar a vida deixando para trás fatos vividos, mas, a verdade é que um dia, essas lembranças afloram. Às vezes, elas ressurgem através de um perfume, uma música e tantas outras coisas. A música, para mim, tem significado especial, marca uma época, faz parte da minha estória de vida. E é através da música que retornam as sensações vivenciadas no passado.

Vasculhando o Youtube, me deparei com a música "A Janela", de Roberto Carlos. E essa música me fez de imediato voltar atrás no tempo e relembrar o ano de 1973, mais precisamente o mes de maio, em que residia nos Morros, município de Grajaú, Maranhão. Através da janela da sala eu olhava a estrada e desejava, imensamente, fugir de tudo aquilo. Essa música revelava meu íntimo.

A cerca de um mes, minha mãe, eu e mais duas irmãs pequenas, havíamos saído da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, cidade em franco crescimento e bastante civilizada para residirmos num povoado quase que indígena, porque meu pai decidira ser fazendeiro no Maranhão. Como não tínhamos como sobreviver em Juazeiro, tivemos que segui-lo. O agravante da estória é que, deixara um namorado e estava grávida de dois meses. Há época, com 15 anos e nenhuma capacidade de enfrentar a vida lá fora.

Eu tinha um problema sério para resolver e não esperava da parte de meus pais nenhuma compreensão. Dessa forma, eu olhava aquela estrada dia e noite, pensando numa forma de fugir dali e resolver minha vida. Conselhos de minha mãe não faltavam, mas, como diz a música "Minha mãe vive falando sem saber que eu tenho meus problemas e que às vezes só eu posso resolver".

E foi assim que, um dia saí de casa em busca de meu destino. Atravessei a estrada que ficava a frente de minha casa, andei um pouco mais para não ser vista e fugi em um dos carros que diariamente trafegavam por aquela região. Fui em busca de meu destino.

Mais essa é uma história para ser contada em outra oportunidade.

O que a letra tem em comum com a minha história? Quase tudo. Só que decidi não ficar.

Da janela o horizonte
A liberdade de uma estrada eu posso ver
O meu pensamento voa livre em sonhos
Pra longe de onde estou
Eu às vezes penso até onde essa estrada
Pode levar alguém
Tanta gente já se arrependeu e eu
Eu vou pensar, eu vou pensar
Quantas vezes eu pensei sair de casa
Mas eu desisti
Pois eu sei lá fora eu não teria
O que eu tenho agora aqui
Meu pai me dá conselhos
Minha mãe vive falando sem saber
Que eu tenho meus problemas
E que às vezes só eu posso resolver
Coisas da vida
Choque de opiniões
Coisas da vida
Coisas da vida
Novamente eu penso ir embora
Viver a vida que eu quiser
Caminhar no mundo enfrentando
Qualquer coisa que vier
Penso andar sem rumo
Pelas ruas, pela noite sem pensar
No que vou dizer em casa
Sem satisfações a dar
Coisas da vida
Choque de opiniões
Coisas da vida
Coisas da vida
Penso duas vezes me convenço
Que aqui é o meu lugar
Lá fora às vezes chove
E é Quase certo que eu vou querer voltar
A noite é sempre fria
Quando não se tem um teto com amor
E esse amor eu tenho mas me esqueço
Às vezes de lhe dar valor
Coisas da vida
Choque de opiniões
Coisas da vida
Coisas da vida
Tudo tem seu tempo
E uma vida inteira eu tenho pra viver
E nessa vida é necessário a gente
Procurar compreender
Coisas que aborrecem
Muitas vezes acontecem por amor
E esse amor eu tenho esquecido às vezes
De lhe dar valor
Coisas da vida
Choque de opiniões
Coisas da vida

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Como me tornei espírita


Nasci num lar onde meus pais frequentavam a igreja católica e, por conseguinte, fomos educados segundo os preceitos católicos, com cumprimentos de todos os seus ritos: batismo, crisma, 1ª comunhão e casamento religioso. Estudei boa parte da infância no Colégio São Francisco, na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Colégio mantido pela ordem franciscana.

Com esse histórico, impossível não direcionar parte da infância às questões religiosas. O meu lado religioso aflorou muito cedo e, logo estava fazendo parte da cruzadinha religiosa da igreja de São Miguel. Foi nesse período, por volta dos 12 anos que decidi ler a bíblia, e o que eu achava que seria algo confortador, se revelou um tormento, pois, não compreendia o Deus do Antigo Testamento que incitava seu povo a passar a fio de espada, aqueles que tivessem um Deus diferente, ou que esse Deus necessitasse que Moisés acalmasse a sua fúria e não destruísse a humanidade. Muitas outras questões fizeram com que buscasse o aconselhamento de um sacerdote, na época, Frei Sabino, diretor do colégio franciscano. Saí de sua sala pior do que entrei, pois, fui desaconselhada a não ler o Antigo Testamento por não ter idade para compreendê-lo. E pensei, por que Deus não é mais acessível? Segui o conselho do frei e direcionei para a leitura do Novo Testamento, o que me trouxe consolo, embora muitas questões ainda estivessem muito confusas. Uma delas encontra-se em S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.

(Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogam desta forma: “Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?” - Jesus lhes respondeu: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: - mas, vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.” - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara.

Por muito tempo eu fiquei sem entender essa e outras passagens do evangelho, que foram aclaradas com o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, muitos anos depois.

Mas, a vida seguiu seu curso. Casei, tive filhos e cumpri todos os rituais religiosos realizados por meus pais. Parecia tudo resolvido, quando a vida resolveu dar um impulso no meu lado espiritual.

Residíamos na Rua Santa Rosa em Juazeiro do Norte, com família formada por três filhas pequenas: Gelma, Andréia e Alessandra. Nessa época, eu não trabalhava fora de casa. As crianças eram muito pequenas e exigiam a minha presença constante, além do que, não era muito comum à época, o trabalho fora do lar. Meu companheiro, Heliodório, iniciara um tipo de comércio conhecido como crediário de rua, onde as mercadorias eram levadas de porta em porta e, naquele sábado, ele estava fiscalizando o trabalho da equipe e ao final da tarde me falou de uma estranha experiência vivenciada em uma das residências visitadas.

O morador de uma das residências visitadas dissera que ele necessitava, urgentemente, fazer um trabalho espiritual, pois, identificara junto a ele uma entidade que desejava prejudica-lo. Tudo poderia ser feito com o pagamento de determinada quantia e a compra de alguns materiais: velas, charutos, cachaças e outras coisas mais. Achei aquilo tudo muito estranho e fiquei amedrontada, pois desconhecia por completo o assunto, mas, algo me dizia que aquilo não era certo. Foi então que lembrei de um casal que morava na mesma rua da nossa casa e que eu sabia frequentavam um centro espírita. Embora não concordasse com a prática, pensei: são pessoas de bem e não vão nos orientar a fazer nada de mal. Imediatamente, procurei o Sr. Assis e a Drª Eleomar, que me recebeu fraternalmente e gastaram parte da tarde me esclarecendo sobre essa questão e ao final da conversa me convidaram a visitar o centro espírita que eles frequentavam, naquela noite.

Cabe aqui uma pausa para esclarecer de que forma tomei conhecimento de que o casal frequentava um centro espírita. Meses antes, aconteceu um fato que chamou a atenção da cidade. Uma jovem que morava vizinho a minha residência e que era amiga da minha irmã, desenvolveu um quadro preocupante para a família. A jovem caiu num estado de total inconsciência e por semanas ficou sem se alimentar, e se comentava que um ser se apoderara dela e dizia que ia leva-la. Em momentos de crise, a jovem que era muito franzina, desafiava a força de vários homens que tentavam segurá-la, sem sucesso. Aquela situação chamou a atenção de populares e em pouco tempo a romaria à residência começou, entrando noite à dentro. Nenhum representante religioso que lá esteve, conseguiu dar conta da situação, o que terminou gerando o abandono, até que certa noite, o carro do Sr. Assis, na companhia da Doutora Eleomar e outras pessoas chegaram para uma visita. Todos foram dispensados, a casa foi fechada e, apenas o grupo e familiares permaneceram na residência. Após horas, o grupo foi embora e a notícia que correu é que a jovem estava bem e já estava se alimentando de um caldo. A partir dessa data, a jovem passou a frequentar o centro espírita, sempre levando uma garrafa com água e disse para minha irmã que tudo lhe ocorrera porque ela era médium. Na época, eu fiquei chocada e cheguei a comentar: “Pensei que essas pessoas fossem pessoas de bem”.

Não por acaso, recorri ao casal quando a situação confusa se apresentou. Após as orientações, saí decidida a visitar o centro espírita naquela noite. Não estava muito convencida, mas não queria ser deselegante depois de ter sido tão bem recebida. Quando meu companheiro chegou do trabalho, já estava com tudo organizado para ir à reunião. Minha irmã, Dolores, ficaria com as crianças.

A situação era nova para mim, jamais visitara um centro espírita e, certo sentimento de culpa me acompanhava. Desejava encontrar algo que me convencesse a não mais retornar, assim teria argumentos se fosse cobrada uma nova visita.

Era uma residência simples e fomos recebidos à entrada por pessoas muito gentis que nos conduziram até uma sala com algumas cadeiras, onde já se encontravam outras pessoas do nosso conhecimento. Uma música suave harmonizava o ambiente que era de total silêncio e desprovido de qualquer luxo. Apenas uma mesa e cerca de 40 cadeiras, compunham o salão.

Desde que adentrei o recinto, direcionei todos os meus sentidos para o que via e ouvia. Pouco tempo depois, um jovem aparentando 16 anos fez a leitura de uma página e uma prece simples e bela como jamais tinha ouvido, era uma prece espontânea, mas que dizia tudo o que eu gostaria de expressar a Deus. Em seguida, um senhor de nome Mozeli iniciou sua fala citando (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?”

Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou:
"Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?"

Acompanhei toda explanação e compreendi como nunca a explicação das citações, mas, insistia em não acreditar cegamente e dizia comigo mesmo: quando chegar à casa vou verificar em minha bíblia se as palavras proferidas por ele estão conforme o texto ou se ele modificou alguma coisa. Após a palestra fomos direcionados para a cabine de passe com certo receio. Tudo estava perfeito e eu pensava: é aqui que vou encontrar a coisa errada. Nada encontrei que justificasse a minha suspeita. 


Ao final da reunião fomos apresentados à equipe e me foi oferecido em empréstimo, o livro Paulo e Estevão, pelo orador da noite, Mozeli que a partir de então não se cansava de me indicar livros espíritas para leitura. É claro que ao chegar em casa, corri a consultar minha bíblia e claro, nada encontrei diferente da citação feita pelo orador. 

Na semana que se seguiu, quando meu companheiro chegou do trabalho, eu já me encontrava a postos para a reunião. O livro Paulo e Estevão já me situara na proposta da Doutrina Espírita e eu me senti em casa. 

Dessa forma, no ano de 1980, o espiritismo entrou na minha vida.

domingo, 1 de julho de 2012

Morre estudante que pedia ajuda por meio do Facebook


Não pude evitar de ficar chocada com essa notícia, após o que estamos vivenciando com a nossa Manú. Embora saibamos que nada ocorre por acaso e que, cada espírito traz inscrita a sua cota de aprendizado (visto por nós apenas como dor) durante sua trajetória na terra, notícias desse teor ainda nos chocam.  

Que a família seja confortada diante da ausência de tão bela jovem que, com certeza, despertou na espiritualidade amparada por familiares e amigos.

Segue a matéria:

A estudante de arquitetura Mirian Duarte, que estava internada com leucemia no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), morreu na noite desta sexta-feira (29) após uma parada cardíaca.

A jovem fez um apelo no Facebook em busca de doação de plaquetas. Apesar dos esforços dos internautas, Mirian não resistiu.

A campanha de Mirian no Facebook rendeu milhares de compartilhamentos e a mesma, após matéria do Jangadeiro Online , afirmou ter recebido muitas doações.

“Nossa! Estou impressionada com o número de compartilhamentos. Tô famosa, ‘quase uma empreguete’. kkkkk (risos). Eu sou mais modesta. Se apenas 0,5% dessas 8.629 pessoas conseguissem doar plaqueta eu já estaria com estoque para todo o HGF por uma semana, mas é difícil demais doar plaqueta”, comentou a jovem antes de falecer.

Mirian Duarte era natural de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, mas morava em Fortaleza e cursava Arquitetura e Urbanismo, na Universidade de Fortaleza (Unifor).

Profissionais do HGF deixaram diversas mensagens após a morte da jovem. Como esta:
‘Nós, profissionais de enfermagem que fazemos parte da Clinica Médica do HGF nos despedimos hoje pela ultima vez de uma pessoa que fez parte durante um ano de nossas vidas, Mirian estava a cada um ou dois meses chegando para um novo ciclo de Quimioterapia, onde cheia de vontade e como sempre inteligente sempre conseguia o que queria de todos. Nós profissionais da saúde estamos sempre lidando com pessoas doentes e tentamos não nos envolver emocionalmente, porque também temos nos problemas, mas o que nos deixou mais triste foi o fato de ser seu ultimo ciclo, ela iria embora mas voltaria alguma vez ou outra nos ver ou pegar alguma medicação. Ela nos cativou e sempre espirituosa tinha alguma pergunta para fazer o reclamar de alguma coisa. Dizia de quem gostava ou não e como sempre eu tinha que contornar para ela’.

Fonte: Jangadeiro Online