Iguatemi

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hoje eu posso escolher

Pedi e obtereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á, ensinou Jesus. Ele só não disse o que pedir, onde buscar e bater. Deixou o ensinamento em aberto, para que, fazendo uso do nosso livre-arbítrio, pudéssemos escolher.

Trocando em miúdos: se pedirmos o bem, buscarmos o bem e batermos na porta do bem, seremos contemplados com o bem. Da mesma forma, se pedirmos o mal, buscarmos o mal e batermos na porta do mal, seremos contemplados com o mal.

A lei de ação e reação, que rege as nossas vidas está sempre presente no momento em que escolhemos, seja o bem, seja o mal. Precisamos estar atentos às nossas escolhas, pois, quando escolhemos prejudicar ou ferir alguém, essa ação retornará para nós, em algum momento de nossas vidas. Da mesma forma, quando escolhemos fazer o bem, ele também virá ao nosso encontro.

Daí a necessidade de aprendermos a escolher entre o que é o bem e o que é o mal. Ações simples podem nos ajudar nesse aprendizado, como as da mensagem abaixo.

Hoje eu posso escolher

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus pela oportunidade da experiência.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso gastar os minutos a me lamentar ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser vivido da maneira que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às ideias e utilidade às horas. Tudo depende só de mim.
Nesta mensagem atribuída ao saudoso Charlie Chaplin, astro de Hollywood, que encantou o mundo no tempo do cinema mudo, encontramos motivos de reflexões.
Sem dúvida, a vida é feita de escolhas...
O tempo todo estamos fazendo escolhas, elegendo o que fazer e o que não fazer, o que pensar e o que não pensar, em que acreditar e em que não acreditar.
A vida está sempre a nos apresentar opções. E as escolhas dependem exclusivamente de nós mesmos.
Não há constrangimento algum. Somos senhores absolutos da nossa vontade, no que diz respeito às questões morais.
Se é verdade que às vezes somos arrastados pelas circunstâncias, é porque optamos anteriormente por entrar nesse contexto.
Assim, antes de optar por qualquer das opções que a vida nos oferece, é importante pensar nas consequências que virão em seguida.
Importante lembrar que não estamos no mundo em regime de exceção. Todos estamos na Terra para aprender. E as lições muitas vezes são mais simples do que pensamos.
Não imaginemos que as coisas e circunstâncias desagradáveis só acontecem para nos atingir. Elas fazem parte do contexto em que nos movimentamos junto a milhares de pessoas que vivem na Terra conosco.
*   *   *
Olhe, em seu jardim, as flores que se abrem e nunca as pétalas caídas.
Contemple, em sua noite, o fulgor das estrelas e nunca o chão escuro.
Observe, em seu caminho, a distância já percorrida e nunca a que ainda falta vencer.
Retenha, em sua memória, risos e canções e nunca os seus gemidos.
Conserve, em seu rosto, as linhas do sorriso e nunca os sinais da mágoa.
Guarde, em seus lábios, as mensagens bondosas e esqueça as maldições.
Conte e mostre as medalhas de suas vitórias e encare as derrotas como uma experiência que não deu certo.
Lembre-se dos momentos alegres de sua vida e não das tristezas.
A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.
E um só olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos.
Seja otimista e não se esqueça de que é nas noites sem luar que brilham mais forte nossas estrelas.

Redação do Momento Espírita, com base em texto
atribuído a Charlie Chaplin e em mensagem
de autoria desconhecida

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As crianças do Hospital São Marcos

Minha netinha Emmanuely, já está na fase de manutenção de seu tratamento, em que, semanalmente, recebe a aplicação de uma injeção. Para tanto, se faz necessário que toda terça-feira nos encaminhemos à Teresina, para que o procedimento seja realizado na quarta-feira. Assim será, até que a médica mude a prescrição e elasteça o prazo de retorno e, até que a alta seja dada.

Nossa caminhada teve início no mês de maio quando Emmanuely foi diagnosticada com leucemia e, de lá pra cá, não da pra contar quantas idas e vindas de todos nós foi realizada à Teresina por Emmanuely. Mas, o mais importante é que, tudo está bem com ela. 

Depois da temporada em que esteve internada e retornou para casa, quando se falava em viajar para Teresina, Emmanuely logo dizia: “eu não quero ir pra Teresina” e começava a chorar. Creio que ela não entendia porque ninguém lhe dava ouvidos e seguia viagem. Hoje, mais adaptada ao tratamento, ela já não chora. Viaja alegre, mesmo sabendo que vai a tratamento. Apesar da adaptação, ela ainda reluta quando chega frente ao hospital, sempre diz: “não quero ir pro hospital não” e, como sempre, ninguém lhe da ouvidos. Apenas recebe a explicação de que é para o seu bem.

Ao chegar à sala da quimioterapia, o quadro é chocante, pelas presenças que lá se encontram. Inúmeras crianças, tão pequenas e tão sofridas, acompanhadas da mãe (em sua maioria), ou pai. Todas elas, a espera da medicação que vai lhes garantir a cura e a libertação de tal sofrimento. Muitas dessas crianças, já retornaram à pátria espiritual, algumas delas, chegamos a conhecer.

Enquanto crianças e familiares lutam para vencer tal doença, a equipe de profissionais do São Marcos não descansa. Sempre a postos, solícitos, fraternos, ajudando a carregar a dor de todos que ali chegam em busca do bálsamo aliviador de suas dores.

Deus abençoe a todos!

sábado, 24 de novembro de 2012

Um sábado proveitoso e de muito estudo na casa espírita



A minha tarde deste sábado foi dedicada ao estudo da homossexualidade, em seminário realizado no Centro Espírita Semente Cristã. Durante quatro horas, conversamos sobre as questões que envolvem a homossexualidade, o sexo, a postura da família e da sociedade e de forma mais direcionada aos trabalhadores da casa espírita, a postura do centro espírita ante a homossexualidade.

A doutrina espírita dispõe de excelentes livros que tratam da questão homossexual, que precisam ser estudados e discutidos em nossas casas. 

O espírito André Luiz, psicografou através do médium Chico Xavier a obra ‘No Mundo Maior’ no ano de 1947, em que afirma: “A incompreensão humana dessa matéria equivale à silenciosa guerra de extermínio e de perturbação, que ultrapassa de muito, a epidemia de bubões, no século VI de nossa era, que eliminou cinqüenta milhões de pessoas na Europa e na Ásia. Pois esse número expressivo constitui bagatelas, comparado com os milhões de almas que as angústias do sexo dilaceram todos os dias”.

Emmanuel, respondendo aos questionamentos endereçados à espiritualidade a respeito do sexo, psicografa no ano de 1970 a obra ‘Vida e Sexo’, através do médium Chico Xavier, com informações esclarecedoras acerca da questão da homossexualidade. 

Mais recentemente, o médico homeopata, AME de Minas Gerais, Andrei Moreira, lançou o livro ‘Homossexualidade Sob a Ótica do Espírito Imortal’, excelente material de estudo e pesquisa para o movimento espírita. 

Muitas outras obras poderiam ser citadas como material de apoio para questões tão urgentes para a humanidade. Todo esse material está sendo mais que solicitado em nossas casas, no acolhimento aos irmãos que vivem conflitos na área do sexo e seus familiares e que, buscam no espiritismo esclarecimento e consolo. A espiritualidade aguarda o nosso esforço em nos debruçarmos sobre essas obras que já se encontram entre nós há mais de 40 anos.

O espírito Bezerra de Menezes na mensagem "Cristo espera por nós" alerta:

"Vivemos uma hora, espíritas, em que não há lugar para tergiversações. Faz-se-nos indispensável definir tarefas e afogar-nos na tarefa do bem. Cristo espera por nós"!
"O espiritismo, no seu segundo século, chama-se ― ação".
"Esta é a religião, cujo nome foi dado por Jesus. O Consolador, não o esqueçamos".
  


domingo, 11 de novembro de 2012

Seminário - Homossexualidade à Luz da Doutrina Espírita



Falar sobre a homossexualidade não é uma tarefa fácil. Apesar de na atualidade ser um dos temas mais discutidos, o preconceito e a discriminação ainda emperram a discussão e geram transtornos na vida de seres humanos que lutam pela conquista de seus direitos e pelo respeito à sua condição de vida.

Muitos jovens vivem em seus lares e na sociedade, o drama da não aceitação e do desrespeito, o que tem gerado sérios transtornos, inclusive o da prática do suicídio. 

Dessa forma, resolvi levar adiante a proposta de esclarecimento que a Doutrina Espírita nos oportuniza através de um seminário que estarei realizando dia 24 de novembro de 2012, no Centro Espírita Semente Cristã, onde gostaria de contar com a presença não só dos espíritas, mas, também, de jovens que vivenciam a homossexualidade e seus pais. 

Será uma excelente oportunidade para conversarmos sem preconceito sobre a homossexualidade na visão da doutrina espírita.


O Centro Espírita Semente Cristã fica localizado na Rua Bolívia, Quadra 25, Casa 10 no bairro Nova América.

Programação

14:00h - Início da atividade
14:10h - O Homossexualismo à luz da Doutrina Espírita
15:00h - O sexo na visão espírita
15:50h - Lanche
16:10h - Postura dos pais e da sociedade ante a homossexualidade
17:00h - Postura da casa espírita ante a homossexualidade
17:50h - Encerramento

 

sábado, 3 de novembro de 2012

Sonhos: Mensagens da Alma


Acordei no meio da noite, ainda assustada, por conta de um pesadelo tão real, que dei graças a Deus ao perceber que era apenas um sonho. O cenário era de muita agitação na rua, pessoas correndo em desespero e, em seguida, a constatação de que um crime terrível acontecera. 

Após fazer minhas preces, tentando me acalmar, fiquei a pensar no quanto o ser humano ainda tem que avançar para vencer a animalidade que rege suas ações. Ainda teremos que viver por muito tempo em uma sociedade que transita entre violência, vícios e marginalidade. “Quando todos os povos estiverem no mesmo nível, no tocante ao sentimento do bem, a Terra será ponto de reunião exclusivamente de bons Espíritos, que viverão fraternalmente unidos”, dizem os benfeitores espirituais. 

Fiquei a meditar sobre a ocorrência do sonho e seu significado quando lembrei-me de um vídeo informativo sobre sonhos, que postei no Youtube no ano de 2008 e aproveitei para rever as informações.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.


Não gosto da palavra ‘Finados’, prefiro ‘Ausentes’, pois, em verdade, é isso que acontece. Com a morte nos ausentamos do convívio familiar e social na dimensão física para permanecermos vivos em outra dimensão.

Por acreditar que a morte seja o fim da criatura humana é que designam por finados, todos os que partem para a pátria espiritual.

Uma bela mensagem intitulada ‘Partida e Chegada’, do CD Momento Espírita, faz analogia entre um veleiro e a morte, em que podemos perceber a continuidade da vida além da morte.

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro”.

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “já se foi”.

Terá sumido? Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. 

Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz: “já está chegando”.

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Como na música de Milton Nascimento, intitulada 'Encontros e Despedidas'.