Iguatemi

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domingo, 7 de julho de 2013

Precisamos aprender a respeitar a dor do outro


Durante os dez dias em que fiquei com minha neta Manú em internação no Hospital São Marcos, acompanhei, a certa distância, o desenrolar dos fatos que culminaram com a morte de Silvana Fontenele, parnaibana, em tratamento naquele hospital.

Compartilhei com familiares sentimentos daquela hora extrema, em que unidos num só pensamento, vibravam pela libertação sem muito sofrimento daquela que fora esposa, mãe e amiga de quantos ali se encontravam.

Silvana partiu tranquila, consciente até bem próximo o momento de sua partida, sempre de pensamento voltado para os que aqui ficaram. Eu diria, que um espírito preparado.

Sua morte não causou surpresa, pois, em virtude do seu estado de saúde, já era algo esperado. A surpresa veio por conta da atitude de alguns parnaibanos que, irresponsavelmente, se anteciparam ao fato, divulgando a sua morte dias antes. Com que objetivo?

A morte, para muitas pessoas, ainda é objeto de sensacionalismo onde, pessoas inescrupulosas, sequer se dão ao trabalho de constatar o fato e já saem a divulga-lo no intuito de se anteciparem em primeira mão, sem levarem em conta, os transtornos que levam a familiares e amigos, antecipadamente.

A dor do outro precisa ser respeitada, tanto quanto a nossa. Todos, indistintamente, viveremos momentos de dores e sofrimentos, seja com os nossos familiares ou em nós mesmos.

Diante da morte, oremos pelos que fizeram sua viagem de retorno a casa do Pai e por seus familiares, para que possam encontrar o consolo de que necessitam. 

Essa deve ser a postura daquele que se diz cristão.

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