Iguatemi

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domingo, 22 de dezembro de 2013

Um livro é pouco, dois é bom, três é o ideal!


Sei que o hábito da leitura é saudável, mas, ler mais de uma obra ao mesmo tempo, é saudável? Se não for, estou doente!


Neste momento, estou fazendo a leitura de três excelentes livros: Francisco de Assis, Kardec a Biografia e Pulmão de Aço. 


Tenho especial carinho por Francisco de Assis e a obra do Espírito Miramez, através do médium João Nunes Maia, trás revelações sobre a preparação espiritual para o reencarne e estadia desse Espírito grandioso, que nos deixou profundos exemplos e ensinamentos. 


Kardec A Biografia, lançado por Marcel Souto Maior, narra de forma jornalística, o cenário do século XIX, as descobertas científicas e o trabalho realizado por Kardec que culminou com a Codificação Espírita. Uma leitura prazerosa!


Pulmão de Aço é o relato de uma jovem que, aos dois anos foi vitimada pela poliomielite, ficando paralítica do pescoço aos pés, tendo de passar por sessões no pulmão de aço, máquina em forma de cilindro usada para combater a incapacidade respiratória. Após 40 anos, a jovem permanece na UTI do Hospital das Clínicas. Aprendeu a ler e escrever com a boca, lançando o livro com a narrativa de sua vida dentro de um hospital. 


Adoro a companhia dos livros e, para que o nosso convívio não fique monótono, intercalo a leitura com capítulos de cada livro.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Holocausto Brasileiro: esse livro me trouxe profundas reflexões



As revelações contidas no livro, Holocausto Brasileiro, que acabei de ler, apesar de já terem sido noticiadas pela imprensa brasileira, para mim soaram como novidade. Jamais ouvira falar de tal situação em nosso país.

Segundo relata a autora, Daniela Arbex, cerca de 70% dos internos não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças.

Durante a leitura não parei de me questionar: quem seriam aquelas pessoas agrupadas no maior hospício do Brasil, na cidade mineira de Barbacena? Por que tantas pessoas de diversas partes do Brasil eram conduzidas à Barbacena onde eram aprisionadas e até mortas, sem que a sociedade, o governo e mesmo os médicos e enfermeiros denunciassem e, mesmo após denúncias de revistas de destaque, como - O Cruzeiro - tudo permaneceu da mesma forma por décadas?

A lógica reencarnacionista prevaleceu como a explicação mais coerente, de vez que, Deus não é injusto e jamais permitiria que nenhum de seus filhos sofresse injustamente. 

Disse Jesus: “É necessário que o escândalo venha, mas, ai de por quem ele vier”, deixando claro que situações tais, que seriam motivo de dor e escândalo, seriam necessárias na vida de seres humanos em expiações dolorosas, mas que, seriam responsáveis todos aqueles que promovessem o escândalo. Seriam punidos severamente.

No cenário que se desenha em minha mente, ali se reuniram e para lá foram atraídos, espíritos em resgates coletivos, de certo com comprometimentos em ações realizadas no passado. Não conheço o passado histórico daquela região, mas, creio ter havido ações conjuntas que criaram esse carma coletivo e no momento propício, a lei de ação e reação reuniu no mesmo cenário, as consciências endividadas, para o aprendizado necessário. Dessa forma, por ali transitaram milhares de seres que sofreram o isolamento, o abandono, o total descaso de uma sociedade, até que, soado o término da expiação, surgiram pessoas comprometidas com a dignidade dos que lá se encontravam. A partir de então, o Colônia, como era chamado o maior hospício do Brasil, deixou de receber internos e cessará suas atividades logo que o último interno que lá se encontre, desencarne. 


 Homens e mulheres eram mantidos nus. Foto: Luiz Alfredo (1961)

Esgoto a céu aberto era fonte de água para internos. Foto: Luiz Alfredo (1961)
Sivio Savat, ex-menino de Barbacena, fotografado em 1979, confundido com um cadáver. Foto: Napoleão Xavier Gontijo Coelho

Internos vestiam trapos, mesmo no frio intenso de Barbacena. Foto: Luiz Alfredo (1961)
 Revela cenário de horror de Hospital Colônia. Foto: Luiz Alfredo (1961)


Fotos: http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Evento da AME na cidade de Picos

   
Programação realizada na cidade de Picos, dia 16 de novembro, por ocasião do X SEMESPI, com o tema "As Dores da Alma", realizado pela AME - Associação Médico-Espírita do Piauí.


O evento foi realizado no auditório da Associação Comercial de Picos.
A palestras foram realizadas pela Drª Kátia Marabuco, presidente da AME - Piauí, Bernardo Freitas, psicólogo e por mim.


Após o seminário, foi realizada uma mesa redonda em torno do tema "Bem Aventurados os Aflitos", no Centro de Estudos e Assistência Espiritual.