Iguatemi

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sábado, 20 de dezembro de 2014

Natal - Nascimento de Jesus?


O Natal está deixando de ser comemorado como sendo o nascimento de Jesus. 
As crianças vão ao shopping e lá encontram o Papai Noel para tirar fotos, entregar cartas pedindo presentes e aguardam ansiosas à noite de natal para receberem seus presentes. Nos lares e nas ruas, a decoração de natal privilegia a figura do Papai Noel. O presépio já não é o destaque principal. 

Será que as crianças sabem que o dia 25 de dezembro é a data em que se comemora o nascimento de Jesus? Se os pais não falam sobre essa comemoração para seus filhos, é possível que em alguns anos o natal deixe de ter essa conotação e seja, apenas, a festa do consumismo.
Que relação existe entre o Natal de Jesus e o Natal que se comemora na atualidade?


Nada contra a tudo que está aí como expressão do natal, mas, reflitamos:
Que veio Jesus fazer na Terra na parte que nos toca? Eis a questão que nos interessa de perto.

Temos lugar em nossos corações para recebermos o divino hóspede que há mais de 2000 anos bate à nossa porta?

Nosso grande desafio é viver conforme os ensinamentos de Jesus, em um mundo no qual vicejam o materialismo, o apego ao poder a qualquer custo e, no qual os valores morais parecem desconhecidos para muitos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Retomando a agenda de palestras para o ano de 2015


A contar de hoje, 18 de dezembro, faltam apenas 13 dias para iniciarmos um novo ano. Hora de pensar nas atividades a serem realizadas em 2015.

No ano de 2014 dei uma parada nas atividades que realizava em outras cidades, pelo movimento espírita, mas estou retomando neste ano que se avizinha. Fiz um compromisso comigo mesma de a cada dois meses, visitar os companheiros de outras instituições em outras cidades, no intuito de conhecer o movimento espírita do Estado do Piauí, Ceará e Maranhão.

O trabalho é gratificante e nos impulsiona ao estudo, de vez que, diversas são as abordagens que somos convidados a apresentar.

Portanto, me coloco à disposição dos companheiros, desde já!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pérolas do meu avô João Paulo


Vovô João Paulo, segurando seu tataraneto Glauber, meses após seu nascimento.

A última vez em que estivemos em presença de meu avô, foi no ano de 1989, quando ele decidiu viajar sozinho, da cidade de Rondonópolis - MS, visitando famíliares residentes no Ceará e nos visitou em Parnaíba. 

Na ocasião, nos revelou que jamais conhecera o mar. Apesar de seus mais de 90 anos, não tivera essa oportunidade. Tratamos de leva-lo, à Praia da Pedra do Sal e, de pé, sobre as pedras, próximo ao farol, ficamos a observar sua reação.


Ele ficou estático e silencioso por um tempo e desabafou:
- Ora, ora, eu pensava que o mar era muito diferente!
- Como você pensava que era? Perguntamos.
- Eu pensava que era uma parede muito maior que a dos açudes, mais isso é um absurdo de Deus que não tem fim. Agora sim, eu posso morrer, pois conheci o mar!
Jamais esqueci esse momento e, sempre que vou à Praia da Pedra do Sal, lembro desse fato.

Muitas outras histórias ficaram na lembrança, do tempo em que convivemos com essa figura extraordinária, meu avô, João Paulo. Algumas vivenciadas na infância, outras na vida adulta, conforme os relatos descritos abaixo.

Quando papai comprou nossa primeira televisão, no ano de 1970, em plena copa do mundo, meu avô em visita a nossa casa, se surpreendeu com a programação que assistíamos. Àquela época, o Chacrinha fazia sucesso com suas dançarinas seminuas, que se apresentavam juntamente com os cantores convidados. Ao ver a imagem, meu avô recriminando meu pai, disse:
Ora, compadre Sinhô (era assim que meu avô chamava meu pai, Manoel), como é que você compra um objeto desses pra dentro de sua casa? Devia ter empregado melhor, seu dinheiro, comprando um motor e não uma coisa dessas.

Outro fato interessante que me ocorre, foi quando escrevíamos uma carta para os tios que moravam em São Paulo. Meu avô ditava a carta e nós escrevíamos. Admirado com a rapidez da escrita, meu avô disse: Essas meninas não precisam mais estudar, compadre Sinhô tá gastando dinheiro à toa. Quem já sabe escrever uma carta, não precisa estudar mais.
Meu avô era analfabeto, mas, ninguém pegava ele nas contas. Dessas ele entendia perfeitamente.

Outra lembrança que me ocorre diz respeito a uma das férias que passamos no “Sítio Salvador”, como era chamada a propriedade do meu avô, creio que por volta de 1970/1973, não sei precisar exatamente o ano. Minha tia Paula ouvia o LP de Renato e Seus Blue Caps, em sua radiola a pilha e chorava de saudade de seu namorado Renato, que ficara em Juazeiro, quando meu avô, perguntou à minha avó Ana:
- O que essa menina tem Naninha? (como chamava a minha avó).
Ao que minha vó, sorrindo, respondeu:
- Tá com os calos doendo!
- Bota remédio nos calos dessa menina, Naninha! Orientou meu avô.

Já na fase adulta, casada e residindo em Grajaú no Maranhão, recebi a visita de meu avô que residia na localidade Baixa Limpa, há poucas horas de Grajaú. Estava na cidade fazendo compras e exibia uma lista de mantimentos, pedidos pela nora Angelita. Reclamava da quantidade de açúcar que era pedida e dizia que ela consumia açúcar demais e, desabafava:
- A Expresso de Luxo de Ezequiel, todo dia tem que fazer um bolo ou um doce. Se não tiver do que fazer, ela faz doce de açúcar.
Ezequiel é meu tio, casado com Angelita e que, à época moravam com ele. A Expresso de Luxo era a empresa de ônibus na qual ele sempre viajava.

Em outra oportunidade, de mudança para Imperatriz, pernoitei na Baixa Limpa e pela madrugada, pois ele madrugava, ouvi meu avô chamando pela minha prima, que morava com eles.
Edna minha filha, já é meio dia!
O dia nem amanhecera direito, ainda estava escuro. Minha prima levantou e fiquei a ouvir a movimentação na cozinha e, após um certo tempo, as janelas da casa foram abertas e o rádio foi ligado numa emissora, quebrando o silencio da residência. Não demorou muito e ouvi meu avô a reclamar:
- Nem bem o dia amanheceu e essa menina já ligou esse rádio?
Imediatamente, minha prima respondeu:

- Vô, decida se é meio dia ou madrugada?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Lembrar a infância me faz bem

Casa que se assemelha à casa de meus avós - Imagem: web

Ainda lembro com muito carinho, de uma parte da minha infância em que aguardava ansiosamente as férias escolares. Nesse período, um tanto longo, pois à época, as férias duravam cerca de três meses, viajávamos para o sítio de meu avô João Paulo, na cidade de Lima Campos, no Ceará.

Lembro a casa grande, alpendrada, com a vista do açude, onde o gado bebia e de onde era retirada a água para o abastecimento de toda a casa. Ao lado, um grande engenho de cana, onde era feita a rapadura e uma casa de farinha, onde costumavamos brincar de boneca. Dentro da casa, na cozinha, um grande paiol de milho, de onde era retirado o milho seco para ser levado ao fogo e posteriormente moído, para fazer o cuscuz que era servido às refeições.

Um costume que trago ainda hoje e que aprendi com meus avós, João Paulo e Ana, é o de comer a qualhada com cuscuz de milho e padadura raspada. Essa a refeição de todas as noites, servida na casa de meu avô. Uma grande panela de barro era colocada com leite sobre uma forquilha, no canto da sala e, ali permanecia qualhando o leite, para que a noite, meu avô cumprisse aquele ritual em que ele mesmo raspava a rapadura que era servida à todos. Tudo acontecia em torno de uma grande mesa, cercada de bancos, onde sentavam crianças e adultos. Tudo à luz da lamparina. 

Durante o dia, tudo para mim era mágico: apanhar algodão, com um enorme lençol atravessado ao corpo, onde o algodão era guardado; plantar o milho em covas que eram abertas por trabalhadores e que só nos cabia colocar as sementes e passar os pés fechando as covas; ir em busca das ovelhas dispersas e levá-las ao açude para beber e depois guardá-las no curral e a noite, em grande folia, retirar as sementes do algodão catado durante o dia. 

Tudo era festa, até que todos tinham que se recolher e as lamparinas serem apagadas, quando começava o meu tormento do medo de dormir no escuro. Novo dia, tudo esquecido e, novas brincadeiras nos aguardavam. 

Era assim que eu via, o dia a dia da casa de meus avós no período de férias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sinto vergonha desse Congresso que aí está!


Esta mensagem expressa meus sentimentos, diante de questões que dizem respeito a guarda e proteção da sociedade e que, no meu entender, não estão sendo observadas por aqueles que se dizem nossos representantes.

O poema de Rui Barbosa escrito em 1914 intitulado "Sinto vergonha de mim" impressiona pela atualidade. Poderia ter sido escrito hoje sem mudar uma palavra... Simplesmente fantástico!

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

* * *

Um trecho do discurso do Dr. Bezerra de Menezes na Câmara dos Deputados no ano de 1867 complementa a mensagem de Rui Barbosa.

(...) Peço licença à Camara para dizer ao país o que julgo do seu estado e da sua administração.
(...) A pátria está principalmente em perigo quando princípios tão perniciosos, como esses que apontei, se insinuam por todo o corpo social; pois eles corrompe-lhe o sangue, gangrenam-lhe todo o organismo, tiram-lhe toda a força de coesão necessária para resistir à exploração produzida pelo choque de interesses sórdidos que tais princípios promovem com ampla generosidade.
(...) Sinto ser obrigado a dizê-lo, mas eu devo toda a verdade ao meu país: a sociedade brasileira está gravemente doente, as extremidades já estão frias e o coração não tarda.


Texto escrito em 19 de maio de 2011 e pertinente para o momento.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A Fada do Mármore

 
Possivelmente poucos têm notícias de que Sócrates, o filósofo grego, era também escultor. De um modo geral, todos o conhecem como o mestre de Platão. O precursor das idéias cristãs.

         Mas ele era também um escultor muito bom.

         Um dia, ele recebeu um pedido da prefeitura de Atenas para esculpir em mármore a estátua de uma fada, que deveria ser colocada em um bosque, próximo de uma fonte.

         Sócrates aceitou a encomenda. Tratou logo de providenciar um bloco de mármore branco e se pôs a trabalhar.

         Durante algum tempo ficou olhando para o imenso bloco branco. Mentalizou, idealizou intensamente a estátua e,  então, colocou mãos a obra.

         Empunhou o martelo e foi desbastando a pedra. Lascas enormes voavam para um e outro lado da sua oficina.

         Mais tarde, ele largou o martelo e os outros instrumentos pesados, rústicos, e empunhou ferramentas mais leves como o cinzel.

         Para o acabamento da estátua serviu-se de uma pedra esmeril, com muita delicadeza.

         Finalmente, a estátua ficou pronta para admiração do povo.

         Era a figura de uma jovem esbelta, como os antigos concebiam as divindades dos bosques e das águas. Seu aspecto era tão leve que ela parecia flutuar no ar. E, no entanto, era toda de mármore.

         Ante os elogios do povo, Sócrates explicou que ele verdadeiramente não esculpira a estátua.

         Quando olhara o bloco de mármore, ele vira que a ninfa das águas estava pronta, dentro dela.

         O que fiz, dizia, foi simplesmente retirar o excesso de pedra que a cobria e descobri-la para os olhos de todos.

*   *   *
         Assim também é no ser humano. A maioria das pessoas somente vê o material, o corpo físico. E por essa aparência adjetiva a criatura como feia, bonita, simpática, antipática, etc.

         Poucos podem ver o invisível, a alma do ser que carrega aquele corpo.

         E a alma, para se revelar em toda a sua grandeza, necessita passar por um processo semelhante ao do mármore.

         É assim que temos o martelo da dor, retirando as arestas, o cinzel da disciplina e a pedra esmeril do tempo trabalhando juntos, a fim de que o Espírito mostre toda a sua beleza e seu potencial.

         É por isso que se torna importante o homem entender o porquê da dor, da disciplina, a sabedoria do tempo para que ele se mostre na sua totalidade: a estátua de beleza e leveza, esplendorosa, oculta sob a capa da matéria bruta.

*   *   *
         Jesus, enquanto na Terra, Se permitiu ver por três dos Seus apóstolos em toda a sua beleza espiritual.

         O episódio se deu no Monte Tabor, no fenômeno conhecido como Transfiguração e teve como testemunhas oculares, Pedro, Tiago e João.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. A ninfa oculta
no bloco de mármore, do livro Porque sofremos,
de Huberto Rohden, ed. Martin Claret.
Em 03.10.2008.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1º de dezembro? Que susto!


Pois é, não sei o que acontece, mas, acho que o tempo está passando mais rápido. O dia parece mais curto, a semana parece ter somente três dias e o ano, esse nem se fala! A sensação que tenho é de que estamos avançando rápido demais.

Lembro de uma época em que achava que o tempo custava muito a passar, que as semanas se arrastavam e a festa de final de ano parecia nunca chegar. Acho que é coisa da idade mesmo. Recentemente, meu neto Arthur, de apenas 7 anos, perguntava a sua mãe: "Quando é que eu vou crescer? Tá demorando muito!"

Vendo meu neto falar dessa forma, compreendi que não há nada de errado com o tempo. O nosso tempo é que vai ficando cada vez mais acelerado, pois, caminhamos agora na estrada que nos conduz à "Melhor Idade" e, como diz o poeta Mário Quintana, O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Um poema intitulado - A Idade de Ser Feliz, de Geraldo Eustáquio de sousa, ilustra bem o que quero expressar.

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa ...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Por que Deus quis assim?


Por que a dor se apresenta em nossas vidas em momentos de plena alegria?

Por que ela tem de estar tão perto, ao ponto de roubar a cena?

É como se o mundo caísse sobre nós ou como se estivéssemos vivendo um pesadelo! Só que não dá pra acordar ou voltar atrás. A dor se instala e toma conta de nossas vidas e o que até bem pouco tempo atrás, fazia nossa felicidade, não tem mais sentido. É como se o filme de nossas vidas, que até então, tinha cor, brilho e ação, fosse perdendo a cor, o brilho e entrando em câmera lenta, para logo em seguida dar pausa na pior cena; cena que não queremos seja parte do nosso filme.

Eu ainda não sei como se sentem, as pessoas que passam por perdas de pessoas queridas, pois a vida não revelou ainda, essa faceta para mim, embora saiba que ela não me poupará. Mas não pude deixar de pensar nesse aspecto da vida, diante dos acontecimentos envolvendo um jovem que poderia ser meu filho ou neto e pensar no sentimento da família, diante de tamanha perda.

Lembrei que Humberto de Campos, no livro, Boa Nova, narra uma passagem em que Maria de Nazaré, diante da crucificação de seu filho, é levada em pensamento à infância de Jesus, relembrando os episódios vividos desde seu nascimento até àquele momento e não encontra justificativa para tanto sofrimento. Em sua humildade, repete mais uma vez: “Faça-se acima de tudo a sua vontade”.

Qual a vontade de Deus? “Meu Pai quer que todos tenham vida, e vida em abundância”, disse Jesus. De que abundância falava Jesus?

Entramos agora, no ensinamento espírita.

Por que não temos vida em abundância na atual trajetória de vida na Terra?

Por que tantas dores sem explicação?

Somos espíritos eternos e esta não é a nossa única experiência de vida aqui na Terra; já trilhamos muitas estradas; já aprendemos muito, mas também erramos muito. Para que o progresso aconteça na estrada da nossa evolução, faz-se necessário que retornemos à experiência na carne, tantas vezes, quantas sejam necessárias e no retorno, trazemos atrelados a nós a aprendizagem necessária. Assim, alguns reencarnam com dores já expostas desde o nascimento, como é o caso dos que nascem com limitações físicas ou mentais, outros, ao longo da experiência vivenciam as situações de resgate de ações do passado, contra seu semelhante ou contra a sua pessoa. Algumas situações que atribuímos a ação de Deus, muitas vezes não passam de exercício do nosso livre-arbítrio, como é o caso dos excessos.

Sei que nada do que escrevi aqui, vai amenizar a dor da perda, em ninguém. O meu propósito é chamar à reflexão, para que possamos compreender o quanto somos responsáveis pelos nossos atos de antes, agora e do futuro. Deus é um Pai de justiça, de amor e de misericórdia, e nos permite trilhar a estrada do progresso pelo nosso próprio esforço, para que o mérito seja só nosso. Se queremos ter vida em abundância, ou seja, se queremos amenizar a carga de resgates dolorosos em nossas vidas, devemos começar de agora a semear o bem, o amor e a paz.

Que Deus possa derramar no coração de cada um dos que sofrem tamanha perda, o bálsamo aliviador para essas dores, pois sem ele não resistiríamos. E que possamos acreditar: a morte não existe, a vida prossegue além túmulo. Um dia, quando nos reunirmos com nossos entes queridos, assim como fazemos aqui na Terra, conversaremos sobre o porque desses episódios vividos por cada um de nós e compreenderemos o valor dessa experiência.

"Eu vim para que todos tenham vida", disse Jesus.

Pensemos nisso!



Texto escrito no dia 2 de março de 2009 por ocasião da morte de um jovem na Praia de Atalaia em pleno carnaval.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quando nos apartamos da Paternidade Divina


Após o acontecimento trágico da tarde de segunda-feira (24), onde num gesto tresloucado, um membro de nosso convívio social cometeu dois assassinatos, suicidando-se em seguida, me veio à mente a parábola do Filho Pródigo.

Quem conhece a parábola sabe que, o filho de um rico comerciante, pede a sua parte na herança e parte para um país distante, onde, através dos excessos, se coloca em situação de extrema miséria e sofrimento. Quando não mais suporta o sofrimento, lembra do pai e da abundância do seu lar e, resolve voltar e pedir que o pai o receba de volta. É recebido pelo pai com uma grande festa e o pai lhe presenteia com nova roupa e anel de filiação.

Sim, mas, o que tem a parábola a ver com a tragédia acontecida na cidade de Parnaíba?

Um filho de Deus, rompeu com o Pai, refugiando-se em um país distante. Gastou toda sua herança, quando retirou a vida de seus semelhantes e a sua, gerando dores e sofrimentos naqueles a quem devia cuidar: seus filhos e familiares e naqueles a quem devia amar, como a si próprio, conforme o ensinamento de Jesus.

Quando sentirá a necessidade de retornar à casa do Pai, não sabemos. Ou seja, quando atentará para a gravidade do seu gesto e pedirá ao Pai, que o receba de volta em sua morada. Com certeza, será recebido e vestirá a nova vestimenta que o Pai lhe dará, mas, não gozará das regalias de antes, até que reconquiste todos os bens que extraviou.

Embora recebido pelo pai, o filho pródigo não dispunha mais dos bens que vendeu, quando pediu sua parte na herança. Dessa forma, teria que trabalhar para conquistar com o suor de seu rosto, os bens que não valorizara.

Da mesma forma, nosso irmão terá de trabalhar em muitas reencarnações para se recompor com cada um dos que prejudicou, direta ou indiretamente, como também diante de si mesmo. É claro que, a justiça divina levará em conta todas as conquistas no campo do bem, pois tudo conta na Lei de Justiça, assim como, todos os atos que o levaram ao desfecho serão contabilizados em seu favor.

Dessa forma, não julguemos, pois o fardo já é muito pesado. Antes oremos por todos, na certeza de que, Deus não é injusto e ninguém sofre aquilo que não necessitava para o seu aprendizado. Embora, como disse Jesus: “É necessário que o escândalo venha, mas, ai de por quem ele vier”.

domingo, 23 de novembro de 2014

As crianças estão mudando os contos de fadas.


Arthur e Emmanuely

Minha filha Andréia, estava contando a história de Chapeuzinho Vermelho pra sua filha Emmanuely, fazendo de conta que ela era a mãe da história e a Manu, como é carinhosamente chamada, era a chapeuzinho vermelho, quando ao mandar que ela fosse deixar os doces na casa da vovó, a Manú disse: "Aí eu levo meu celular e se me perder ligo prá você". O Arthur não ficou atrás e já foi sugerindo que a Manu abrisse o computador no Google que ela ia localizar a casa da vovó e aí não tinha perigo de se perder.

É claro que a história não teve condições de ir adiante, porque a história agora é que naquela época não tinha, nem celular, nem computador, muito menos internet. Imagine, prá cabeça de uma criança em plena era da tecnologia, entender como pode ser isso. Não faz tanto tempo assim, mas, muita coisa da nossa geração não existe mais, de formas que, fica difícil explicar um passado tão recente, para essas mentes ligadas nas novas tecnologias.

Isso me lembra uma frase, que desconheço o autor, que diz: "O passado já foi, o futuro ainda não chegou. O presente é uma caixa de surpresas, por isso é chamado de presente".

Fico a pensar, o que mais nos trará o futuro?

sábado, 22 de novembro de 2014

Um breve registro da nossa participação na programação do EFAS


Uma tarde agradável, a deste sábado, 22 de novembro, em que estivemos participando da programação de mais um EFAS, realizado pelo Centro Espírita Chico Xavier, na cidade de Parnaíba. 

Atendendo ao convite do amigo Everaldo, apresentamos o tema O jovem e o Sexo, de conformidade com os ensinamentos do espírito Emmanuel, no livro Vida e Sexo. Um tema, que acreditamos, deveria estar sempre em pauta nos encontros e grupos de estudos espíritas.

Uma oportunidade de trabalho, maravilhosa! 

Os slides da programação e fotos, estão disponíveis no blog da Juventude Espírita, conforme link http://juventudeespiritasementedeluz.blogspot.com.br/ 





domingo, 9 de novembro de 2014

Folclore sobre Gandhi


Numa das suas habituais viagens a Londres, o célebre Mahatma  Gandhi deteve-se, oportunamente, no Aeroporto, a observar os objetos expostos, ricos e agradáveis aos olhos. Demorava-se a examiná-los e sorria de prazer. Preocupado com aquela atitude inabitual no homem que renunciara a todas as coisas do mundo, um membro da comitiva inglesa acercou-se-lhe, esclarecendo: 
_ Se o Mahatma tem interesse por algum desses objetos, teremos o prazer de, em nome de Sua Majestade, oferecer-lhe, o que nos constituirá uma honra. 
O nobre missionário, que se havia encontrado consigo mesmo, sem desdém nem desprezo respondeu, sorrindo:
 _ Estou feliz ao olhá-los, e verificar quanta coisa eu já não necessito.

Quando se adquire maturidade psicológica, embora se preservem bens materiais, valorizam-se mais  aqueles que são do Espírito, da realidade perene.


O que se possui de mais precioso é a oportunidade existencial, pois que ela enseja todas as outras ocorrências e conquistas, permanecendo como patrimônio inalienável do ser no seu percurso evolutivo.

Ao ver essa narrativa sobre Gandhi, fico a pensar quão estou distante dessa sabedoria. Ainda me prende a visão, determinados objetos de adorno e seu uso. Sou meio cigana e gosto de usar jóias ou bijouterias. Às vezes até exagero na dose, ao usar pulseiras e anéis, mas, não quer isso dizer que me sinta superior a ninguém por esse fato. Apenas uma vaidade que persiste em permanecer. 

Gandhi já trilhou a estrada do amor e da sabedoria e já se libertou do apego aos bens terrenos, conforme exemplificou em sua passagem entre nós. De minha parte, estou iniciando, assim creio, um aprendizado onde, amor, sabedoria e desapego, ainda são lições não internalizadas, mas, espero que com a repetência elas se tornem parte de mim. 

A Lei Divina, com certeza, está cuidando de que todos nós, um dia, sejamos anjos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aborto: A vida pede uma nova chance


Quando fui convidada pela confreira Eliete Freitas do Centro Espírita Humberto de Campos, para falar sobre o aborto, na reunião pública desta quinta-feira, imediatamente, a questão me surgiu como sendo necessária uma abordagem que levasse o esclarecimento acerca da vida e a importância da maternidade.

É como se algo me dissesse que era tempo de semear alegria e esperança. 

A mensagem deveria ressaltar o amor de Deus às suas criaturas, fortalecendo as bases do entendimento na família e na sociedade, para que em nome da compreensão e do amor, o aborto possa ser erradicado da terra. 

É claro que não serão as minhas humildes palavras que irão modificar o mundo, mas, se em um desses momentos conseguir tocar e despertar pelo menos um coração fechado a esse entendimento, terei colocado uma gota de água no incêndio devorador dos filhos de Deus.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, e sim, no intuito de alcançar mais pessoas é que estou postando o áudio dessa palestra. 

Aquele que tiver ouvido de ouvir e paciência, ouça!


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Com Jesus, todo fardo é leve!

Lendo a notícia da jovem Brittany Maynard, de 29 anos que optou por encerrar seu ciclo de vida de forma assistida, rodeada por familiares e entes queridos, em virtude de um câncer no cérebro, não pude deixar de pensar no aspecto espiritual da questão.

Veja matéria, aqui. Morre nos EUA jovem com câncer que planejou seu suicídio assistido

É claro que não me cabe julgar a atitude de quem quer que seja, pois não estou vivenciando a mesma situação. Mas, não pude deixar de pensar, qual seria o quadro formado do outro lado da vida. Haveria toda essa paz? Estaria cercada por familiares? Após o desligamento teriam as dores aliviado?

A Lei Divina prevê o nível de responsabilidade de cada criatura pelo conhecimento já adquirido, quanto maior o conhecimento, maior a sua responsabilidade, pois sabe o que é certo, sendo portanto mais culpado por atrasar a própria felicidade. Dessa forma, não cabe a mim julgar, a lei sabe o cabedal de cada um.

Diante dessa notícia, não pude deixar de pensar, também, na reencarnação, instrumento divino que faz com que realizemos o aprendizado necessário. 



Quantas vezes nos deparamos com crianças que já reencarnam com o aguilhão da dor, que não foi devidamente vivenciada no passado. Cercada pelo amor dos familiares, mas, sem a condição de decidir sobre si mesmo, como no passado, vivenciam a experiência dolorosa e necessária, acumulando a experiência de luta que a fará vitoriosa, galgando patamares mais altos na sua evolução.

Observando pela ótica de uma única vida, podemos pensar: por que um ser tão jovem, com tamanha carga de sofrimentos? Muitos pais se perguntarão: por que, se ele nunca fez mal a ninguém?

O observador atento compreenderá que, ali se cumpre a Lei Divina, que cobra ceitil por ceitil, de toda ofensa que fizermos aos outros e a nós mesmos.

Quando compreendermos a função da dor em nossas vidas, teremos compreendido o ensinamento de Jesus, que diz: "Comigo, todo fardo é leve".


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Nossos sentimentos são parte importante de nossa vida.


Mais ensinamentos do espírito Hammed, no livro - Os Prazeres da Alma - psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, agora sobre o respeito que devemos a nós mesmos.


Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio, encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.

De que maneira as pessoas nos tratam? Sentimo-nos constantemente usados ou desrespeitados? Às vezes, permitimos que os outros nos tracem metas ou objetivos sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de perfeitos?

A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do que sentimos. Nossos sentimentos são parte importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do cotidiano. Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros como eles devem nos tratar. Se nós não nos aceitarmos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos amará? Marcos relata em seu Evangelho a seguinte orientação: "Pois ao que tem será dado, e ao que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado."

Realmente, "será dado" (respeito) ao que se respeita e não "ao que não tem ou pensa ter". Assim funciona tudo em nossa vida íntima - "temos o que damos". Devemos esperar dos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos. Examinemos nossos sentimentos e atitudes e nos perguntemos: Por que permito que me tratem com desconsideração? O que estimula os outros a se comportarem com desprezo em relação à minha pessoa? Se nós não nos auto-responsabilizamos pela forma como somos tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos vivendo.

É muito cômodo culpar os outros por qualquer desilusão ou sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas nossas próprias ilusões e desenganos. Quando renunciamos ao controle de nós mesmos, com toda a certeza outros indivíduos tomarão as rédeas de nossa vida. Somos iguais perante os olhos da Divindade. "(...) todos tendem ao mesmo fim e Deus fez suas leis para todos.

Dizeis freqüentemente: o sol brilha para todos. Com isso dizeis uma verdade maior e mais geral do que pensais." Realmente "o sol brilha para todos", pois "(...) Deus não deu, a nenhum homem, superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte (...)." Não somos nem melhores nem piores que ninguém. Ao recusarmos o respeito a nós mesmos, estamos abdicando do direito de exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentiremos diminuídos diante do mundo e destituídos da habilidade de dar e de receber amor. O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal. Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém.

Quando autorizamos os outros a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma. O autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmos. Quando ele se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são sempre ideias claras, providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura no imo de nossa alma.

Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir, dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos prontos, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento, todo o apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos reservou.

Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Pré-ocupação

Extraordinário, os ensinamentos do espírito Hammed, no livro - Renovando Atitudes - psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Selecionei este texto sobre preocupação para nossa apreciação.

“... Observai os pássaros do céu: eles não semeiam nem colhem...” 


 “... Observai como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam...” 

 “... não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal.” (Capítulo 25, item 6.)

A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer. 

Desperdiçamos, por conseqüência, tempo e energias preciosas, obcecados com os eventos do porvir, sobre os quais não temos qualquer tipo de comando, pois olvidamos que tudo que podemos e devemos dirigir é somente nossas próprias vidas. 

São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle: a doença dos outros, a alegria dos filhos, o amor das pessoas, o julgamento alheio sobre nós, a morte de familiares e outras tantas. Podemos, porém, nos “pré-ocupar” o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem às nossas possibilidades. 

Outra questão é quando passamos por enormes desequilíbrios causados pelo desgaste emocional de nos ocuparmos antes do tempo certo com coisas e pessoas, o que ocasiona insônias, decepções e angústias pelo temor antecipado do que poderá vir a acontecer no amanhã. 

Não confundamos “pré-ocupação” com “previdência”, porque se preparar ou ser precavido para realizar planos para dias vindouros é tino de bom senso e lógica; mas prudência não é preocupação, porque enquanto uma é sensata e moderada, a outra é irracional e tolhe o indivíduo, prejudicando-o nos seus projetos e empreendimentos do hoje. 

Nossa educação social estimula o vício do “pensamento preocupante”, principalmente no convívio familiar, onde teve início o fato de relacionarmos preocupação com “dar proteção”. 

Passamos a nos comportar afirmando: “Lógico que eu me preocupo com você, eu o amo”, “Você tem que se preocupar com seus pais”, “Quem tem filhos vive em constante preocupação”. 

Pensamos que estamos defendendo e auxiliando os entes queridos, quando na verdade estamos confinando-os e prejudicando-os por transmitir- lhes, às vezes, de modo imperceptível, medo, insegurança e pensamentos catastróficos. 

“Não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. 

A cada dia basta seu mal”. 

O Criador provê suas criaturas como necessário, porqüanto seria impossível a Natureza criar em nós uma necessidade sem nos dar meios para supri-la. “Vede os pássaros do céu, vede os lírios dos campos”.

Além do mais, pedia-nos que fizéssemos observações de como a vida se comporta e que deixássemos de nos “pré-ocupar”, convidando-nos a olhar para nossa criação divina que a todos acolhe. 

O Mestre queria dizer com essas afirmativas que tudo o que vemos tem ligação conosco e com todas as partes do Universo e que somos, em realidade, participantes de uma Natureza comum. As mesmas causas que cooperam para o benefício de uns cooperam da mesma forma para o de outros. Quando há confiança, existe fé; e é essa fé que abre o fluxo divino para a manutenção e prosperidade de nossa existência, dando-nos juntamente a proteção que buscamos em todos os níveis de nossa vida.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Boa Nova por Humberto de Campos


Foto: Samuel Aguiar

Tive a honra de nesta terça-feira, representando a casa espírita da qual faço parte, o Centro Espírita Semente Cristã, realizar a palestra - A Boa Nova por Humberto de Campos - como parte da programação da XXV Semana Espírita Humberto de Campos.

O tema designado, despertou meu interesse além da narrativa do autor. Queria entender de que forma, teria Humberto de Campos, acessado esses "folclores do céu", conforme cita no texto inicial - Na Escola do Evangelho, do livro Boa Nova. E, foi no livro - Dramas da Obsessão, pelo espírito Bezerra de Menezes, psicografia de Yvonne A. Pereira, que encontrei os esclarecimentos necessários. Diz, Bezerra de Menezes:

"As poderosas sensibilidades etéricas, as ondas luminosas disseminadas pelo Universo, o fluido universal, enfim, sede da Criação, veículo da Vida, possui a grandiosa capacidade de fotografar e arquivar em suas indestrutíveis essências os acontecimentos desenrolados sob a luz do Sol, na Terra, ou pela vastidão do infinito. A História da Humanidade, portanto, estaria arquivada em imagens e sons pelo infinito a fora, e, como a da Humanidade, necessariamente a história de cada individualidade, particularmente. Rever, portanto, o que passou, rebuscando imagens e cenas fotográficas nas “ambiências etéricas”, não será, para um espírito trabalhador, tarefa muito rara...".

A partir dessa informação, passei a compreender melhor a narrativa de tantos fatos acontecidos na intimidade dos encontros entre Jesus e seus discípulos e da vivência de Maria de Nazaré, que não foram relatados pelos evangelistas.

Uma obra, sem dúvida nenhuma, imprescindível ao aprendiz do evangelho!


Registros da atividade realizada.








domingo, 19 de outubro de 2014

Parabéns à Escola Arco-Íris de Parnaíba


Marcando presença na entrega da Medalha do Mérito Legislativo à Escola Arco-Íris por seus relevantes serviços educacionais prestados nos últimos 25 anos à população parnaibana. 


Foto: Tacyane Machado

Vitória Isaura e Rose May à frente da instituição, merededoras de todas as homenagens.


A proposição foi da vereadora Fátima Carmino e a entrega da medalha foi realizada no auditório da escola, no sábado (18), às 19:30h.

Participaram da solenidade, o prefeito de Parnaíba, Florentino Neto, os vereadores, Fátima Carmino, Reinaldo Filho e Gustavo Lima; as secretárias, Valéria Araujo, de educação e Flaviana Veras de Assistência Social e Cidadania, além de membros da escola, como a diretora Vitória Isaura Santos e a coordenadora, Rose May Veras Pacheco.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Em busca da informação profissional


No período de 10 a 12 de outubro, participei na cidade de Sobral, Ceará, do Congresso Administrar 2014. O tema - Empreendedorismo e os nomes convidados para ministrar o congresso, motivaram a minha participação. 

A palestra de abertura, realizada pelo cientista e escritor, Augusto Cury, sobre o gerenciamento dos nossos pensamentos, sem dúvida nenhuma, foi a atração principal do congresso.  

Nestes dois vídeos, um pequeno registro de sua fala.



O Administrar 2014 reuniu 2500 pessoas, mas, pecou no conforto. Os congressistas passaram toda a programação de abano na mão, submetidos a um calor de quase 40 graus. Imagino o desconforto dos palestrantes que receberam até lenço da platéia pra enxugar o suor. Outra falha gritante, diz respeito ao audio das palestras. As caixas de som foram posicionadas apenas proximo ao palco e da metade do auditório pra trás não se ouvia nada. A platéia gritava a todo momento reclamando do som. Durante a palestra do Chiavenato a situação se agravou e a palestra chegou a ser interrompida pelos gritos da platéia, pois ninguém ouvia nada. Um dos organizadores disse que se o som fosse aumentado, daria distorção e foi vaiado pela platéia. Creio que o prejuízo não foi só para os congressistas, mas pros oradores também. Particularmente, deixei de assistir a palestra do Marinho no sabado pela manhã em virtude do calor. Escolhi um workshop por conta da sala ter ar condicionado e do meio pro fim da palestra, as pessoas estavam abandonando o salão tentando se refugiar no ar condicionado, sendo que a sala não comportou. O palestrante do workshop até usou a seguinte expressão: "a palestra daqui pode não ser melhor que a lá de fora, mas, aqui está mais frio".

Não sei, só sei que foi assim!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sem dúvida nenhuma, essa vai ser a eleição das redes sociais.


Nestas eleições, cada brasileiro se tornou um analista político ou um economista e a arte do convencimento está em alta.

Milhares de postagens são descarregadas a cada minuto em nosso feed de notícias, com conteúdo de natureza política, alguns sérios, muitos de origem duvidosa, que visam convencer o eleitor indeciso ou mesmo fazê-lo mudar de opinião.

Muita calma, nessa hora! Não fiquemos na superfície da informação que pode nos confundir. Busquemos fontes seguras, pois as mesmas existem ao nosso dispor. Dessa forma, não estaremos submissos a interesses de quem quer que seja.

Lembrando aqui, o ditado de um anônimo: "O ignorante critica primeiro, pra depois conhecer. O sábio, conhece primeiro, pra depois criticar".

Sejamos sábios!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Um pouco de espiritualidade em meio ao momento político


Por vezes, acreditamos que toda melhoria nas condições de vida dos seres humanos, estejam submetidas a vontade de pessoas em funções de governantes. 

Meu intento não é polemizar e sim, chamar a atenção de que, enquanto povo de uma nação, influenciamos o progresso que aí está.

“Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos (...)”, diz o Livro dos Espíritos – Q. 784. 

Essa compreensão e, esse entendimento, é que faz com que os abusos sejam reprimidos, uma vez que estamos mais partícipes das questões que dizem respeito a todos nós. Fatos que não chegavam ao nosso conhecimento, estão pulverizados nas redes sociais com acesso livre a importantes informações, numa rapidez nunca antes vista. Podemos conter o mal no seu nascedouro, se estivermos atentos e quisermos.

Continuando com o Livro dos Espíritos – Q. 781a, “Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más”, ou seja, qualquer que seja o indivíduo que esteja à frente dos interesses de uma nação, estará por um período provisório, não poderá eternizar-se, pois que, não é eterno. 

Além do que, estamos mais seletivos e exigentes. E mais conscientes de que, estão, apenas, nos representando. “Você não me representa”, essa é a nossa fala atual! No passado, não tão distante, não pensávamos, nem ousávamos falar assim.

“O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações”. L.E – Q. 783.


O tempo da germinação está findando, o broto das ideias já irrompem e, tudo o que não estiver em harmonia com as necessidades novas, ficará para trás. 

“A Humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a pouco se melhoram e instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros”. L. E – Q.789

O Livro dos Espíritos - Lei do Progresso

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Cerimônia Ecumênica 25 Anos Escola Arco-Íris de Parnaíba


Participei na quarta-feira (1º) de mais uma celebração ecumênica em comemoração aos 25 anos da Escola Arco-Íris de Parnaíba, com a participação do Padre Vicente Gregório e Pastor John Derrick Barbosa Braúna.



O Amor em todas as cores, foi a temática sugerida pela escola e abordada com base na Carta aos Coríntios I, (Cap. 13, 1-8). 



Em momentos como esses, me sinto honrada e profundamente responsável, em levar a doutrina espírita aos espíritas e não espíritas, presentes à solenidade.


Sempre agradável, a experiência do convívio com representantes de outras denominações religiosas. 


domingo, 28 de setembro de 2014

O estudo prossegue, agora sobre drogas e demais vícios


Estou estudando para uma atividade que realizarei com jovens, no mês de novembro sobre sexo e, dentre as obras que selecionei, o livro - O abismo provocado pelas drogas - me trouxe grande contribuição. Além do minucioso relato de uma jovem desencarnada, usuária de drogas, o livro apresenta inúmeros relatos psicografados não só de viciados em drogas, mas, também, em álcool, cigarro e sexo.

A adolescente Selma Reis, desencarnada, conta através da psicografia, como aos treze anos se envolveu com as drogas, a partir de um relacionamento com um usuário de drogas, que mudou completamente a sua vida. As amizades e os problemas que começaram a surgir em família, fizeram com que Selma abandonasse o convívio familiar, passando a conviver junto a traficantes até que, desencarna durante uma disputa pelo tráfico. 
Ao chegar no mundo espiritual, Selma continua no seu anseio desesperado pelo consumo da droga, até que é socorrida e passa a receber tratamento. 

Selma retorna através da mediunidade, para com seu relato, alertar os jovens sobre o perigoso convívio com usuários de drogas, que termina por envolver o jovem no consumo, fazendo com que sua vida deixe de ter qualquer significado que não seja a droga.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Berços Vazios - Um Caso de Desobsessão


Concluí o estudo da obra – Berços Vazios – Um Caso de Desobsessão, narrado por Luiz Gonzaga Pinheiro, espírita cearense, autor de várias obras espíritas e que, como doutrinador no grupo Bezerra de Menezes, fez um registro detalhado de um caso em que se encontrava envolvido um casal espírita e sua filha.

O relato é surpreendente e chocante. Revela a situação das organizações que se estruturam no mundo espiritual, onde espíritos que foram abortados se empenham em cobranças contra aquelas que tinham o dever de zelar pela sua segurança e profissionais que praticaram o ato assassino de tirar-lhes a vida. 
Revela, também, a situação de mulheres que abortaram por motivos diversos e que, levadas pela culpa e pelo ódio, se deixaram escravizar por organizações criminosas que as utilizam como vampiros que, acopladas a mulheres que não aceitam a gravidez, estimulam a prática do aborto.

O relato das ocorrências trabalhadas pela espiritualidade, engloba a assistência aos espíritos envolvidos com o casal e muitos outros que se encontram em situação de extrema necessidade e em condições de serem auxiliados, demonstrando a solicitude do Pai, para com as suas criaturas e o amor que se derrama das organizações espirituais a serviço da obra de reconstrução da humanidade encarnada e desencarnada.

A obra é de interesse dos que lidam em reuniões de desobsessão, palestras e grupos de estudo.

Sinopse

Espíritos altamente comprometidos com a prática do aborto delituoso sentem agora os reflexos de suas atitudes num passado repleto de crimes hediondos praticados contra seres sem a menor chance de defesa.

Reencarnados como pai, mãe e filha, os aborteiros em existência pregressa atravessam nessa encarnação imensas dificuldades. Sentindo-se injustiçados, e carregados de ódio, os abortados se acham no direito de fazer justiça com as próprias mãos.

Sob os cuidados da equipe mediúnica orientada pelo doutor Bezerra de Menezes, é feito o atendimento espiritual a essa família na tentativa de esclarecer aos espíritos perseguidores.

Durante esse processo é possível atender e resgatar do sofrimento intenso aqueles enfermos que já se encontram em condições de serem ajudados.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O GRANDE ANÔNIMO



DEUS – que é isto?

DEUS - quem és tu?

Mil nomes te hei dado – e até hoje és para mim o grande anônimo...

Sei que és o Eterno, o Onipotente, o Onisciente. O infinitamente Bom e Formoso 


- mas sei também que és muito mais que tudo isto...

E, por seres indefinível, resolvi chamar-te simplesmente “o grande Anônimo”.

Assim, se não acerto em dizer o que és, pelo menos não digo o que não és.

Antes do princípio dos princípios, existias tu, o Eterno...

Paralelo a todos os tempos e espaços, existes tu, o Onipresente...

Tu és o único ser auto-existente por meio dos seres alo-existentes...

Tu és o único produtor não produzido, a causa única não causada, o único pai sem filiação...

Eu sou uma feliz exceção do Nada - tu és a mais veemente afirmação do Tudo.

Eu semi-existo - porque tu pleni-existes...

Eu existo, porque me deste o ser - tu és em virtude da tua própria essência.

Eu poderia não existir, e houve infinitas eternidades em que este átomo humano não existia - tu não podes deixar de ser; tu és com absoluta necessidade.

Contemplo a mim mesmo, e com imensa estupefação verifico que existo - quando era tão bem possível, e até muito mais verossímil, a minha não-existência.

Como é possível que eu exista - quando em torno de mim negrejam imensos abismos de inexistência?

Como foi que esta pequenina ilha do Ser emergiu do tenebroso oceano do Não-ser?

E como é que este minúsculo átomo de Algo ser equilibra nos ilimitados espaços do Nada?

Não me creasse, ó Eterno, o teu poder; não me sustentasse o teu amor - e é certo que o meu Ser nunca teria surgido da tétrica noite do Não-ser, ou nela teria recaído logo na alvorada da minha existência.

Por ti, o meu Nada se tornou Algo...

Por ti, a minha noite se tornou dia...

Por ti, o meu vácuo se fez plenitude...

Por isto, meu eterno e indefinível Anônimo, sinto-me feliz em integrar a pobre gotinha do meu pequenino Eu humano no mar imenso do teu grande Tu divino.

Eu quero fé - uma fé prodigiosa, capaz de encher integralmente os grandes vácuos que estão dentro do meu ser...

Eu quero alegria - muita alegria, para esconder sob a plenitude dela a amargura que encontro sempre no fundo das minhas taças...

Eu quero a tua graça - a graça inefável de guardar-te, por entre as sombras da vida, um amor vigilante e sereno que não tenha medo da tua cruz...

Eu quero a ti mesmo - ó Ser anônimo de mil nomes, porque sem ti me é insuportável o próprio Eu...





(De Alma para Alma, de Huberto Rohden)

sábado, 13 de setembro de 2014

A maior caridade que se pode fazer à Doutrina Espírita é a sua divulgação


Participei na manhã da última sexta-feira (12), de uma programação realizada no CEEP - Centro Estadual de Educação Profissional Ministro Petrônio Portela, visando o esclarecimento dos alunos sobre as diversas religiões. O projeto de autoria do prof. Júnior, foi elaborado em função da forte intolerância religiosa observada entre os alunos. 



A programação motivou os alunos que receberam representantes de diversas religiões e realizaram amostras sobre o tema. Como representante da Doutrina Espírita, fiz uma abordagem sobre - O que é o Espiritismo. 


Após a palestra, fui convidada a visitar as salas com as amostras preparadas pelos alunos. A minha surpresa foi, exatamente, naquela que retratava o Espiritismo. Sobre a mesa, foram colocadas velas em variadas cores, com nomes que se referiam a cada cor e figuras de vestimentas e aparatos utilizados em cerimônias. 



Imediatamente, contestei a apresentação, informando aos alunos que nada do que estava sendo apresentado, tinha qualquer relação com a doutrina espírita, conforme esclarecera em minha fala sobre a inexistência de vestimentas, símbolos e outros aparatos. Surpreso, um dos alunos me perguntou: E o que deveríamos ter colocado para nossa amostra sobre o Espiritismo? Ao que respondi: A codificação espírita e obras subsidiárias.


Percebi, naquele momento, a grande responsabilidade que detemos enquanto tarefeiros espíritas, na divulgação da doutrina espírita. Muitas pessoas rejeitam o Espiritismo, justamente, porque desconhecem o seu conteúdo. Uma vez que o tema é levado à discussão, surge então uma série de questionamentos e dúvidas que, no caso referido, tomaram mais tempo em perguntas do que o tempo da palestra.

Uma experiência gratificante!








sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Perda de pessoas amadas, mortes prematuras

Não poderia deixar de compartilhar com os amigos, essa maravilhosa mensagem, esclarecedora e consoladora, produzida com o propósito de confortar as famílias que perderam seus entes queridos prematuramente. Emocionante!

O filme é baseado na experiência pessoal do cineasta Marcelo Niess, e tem como objetivo principal levar uma mensagem de paz, conforto e esperança para aqueles que estão sofrendo com a perda de um ente querido. O slogan "Os laços de amor são eternos" é uma homenagem que o diretor faz à Zíbia Gasparetto, em agradecimento à obra "Laços Eternos", ditada pelo espírito Lucius. Esse livro "caiu" em suas mãos no momento em que não encontrava mais razões para continuar sua existência, salvando sua vida presente e evitando sofrimentos futuros.




OS LAÇOS DE AMOR SÃO ETERNOS. Se você acredita que o amor entre uma mãe e seu filho sobrevivem até mesmo à morte, ajude a levar essa mensagem de amor para as mães cujos filhos voltaram para junto de Deus antes delas. O ANJO foi produzido por um grupo de artistas espíritas de Blumenau-SC, com o propósito de levar uma mensagem de paz, conforto e esperança para as mães que estão sofrendo com a perda de um filho, e pessoas que perderam entes queridos.


Fonte: http://filmeoanjo.blogspot.com.br/

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Como lembrar dos sonhos

Quem não gostaria de lembrar o que andou sonhando? 

Acordamos no meio da noite, após um sonho que nos trouxe muitas emoções e queremos lembrá-lo ao acordar. No dia seguinte, conseguimos lembrar de episódios sem nexo e, tudo o que lembramos, é que sonhamos algo que não conseguimos lembrar. 



Vale a pena, dar uma olhada nas dicas do psicólogo espírita Adenáuer Novaes, no seu livro - Sonhos: Mensagens da Alma. Elas nos auxiliam a lembrar por inteiro o nosso sonho.

Para lembrar dos sonhos, deve-se observar as seguintes recomendações:

1. Associe seu ato de sonhar a um objeto visto todas as noites antes de dormir. Preferencialmente que esse objeto seja um caderno junto a uma caneta. Escreva neste caderno, na capa, “Caderno de Sonhos” e, quando um caderno acabar, compre outro e escreva a mesma coisa; 



2. Coloque-o em algum lugar que fique sempre visível, junto a um abajur, onde você normalmente dorme; não há nenhum problema que seu caderno de sonhos fique acessível a alguém, pois eles são tão indecifráveis para você quanto para outra pessoa. Salvo se seu conteúdo trouxer informações comprometedoras ou constrangedoras a alguém; 

3. Sempre que você acordar, ainda deitado, pergunte-se se teve algum sonho. Caso positivo, registre-o imediatamente no seu caderno de sonhos que deverá estar próximo. Não se esqueça de anotar o dia da ocorrência; 

4. Esteja sempre atento durante o dia para as ocorrências inusitadas. Elas são sinais que podem possibilitar conexões com sonhos anteriores, não lembrados ao acordar. Assim que você se lembrar de um sonho durante o dia, anote-o em um rascunho e depois passe para o caderno, registrando, nesse caso, o dia e o horário da lembrança; 

5. Antes de adormecer, já no leito, deseje sonhar com determinado assunto ou pessoa; evite pensar em problemas ou situações de conflito nas quais você esteja envolvido; afirme convictamente “sonharei e me lembrarei quando acordar”; 

6. Evite dormir cansado. Antes de dormir, no leito, faça exercícios respiratórios. Respire pelo menos cinco vezes de forma lenta e profunda, até não mais sentir a respiração. Acostume-se se banhar antes de ir para a cama. Frio ou quente, o banho relaxa e diminui a tensão; 

7. Acostume-se a contar seus sonhos a outras pessoas e busque sempre sua interpretação algumas horas depois de escrevê-los. Exercite constantemente esse hábito. Anote, nas páginas do caderno, após o registro do sonho, sua(s) interpretação(ões); 

8. Valorize cada sonho. Sua atenção a eles funciona como estímulo a novas produções. Não os trate como elementos excitadores da adivinhação ou fantasias inconsequentes nem estimuladores da cobiça; 

9. Trate dos seus sonhos como parte de seu mundo interior objetivo e de relevância para sua vida cotidiana. Eles são sinais proveitosos para sua individuação; 

10.Quando acordar procure, independente de lembrar ou não dos sonhos, perceber o que está sentindo, isto é, qual seu estado de espírito naquele momento ao despertar.

Se ainda assim você continuar tendo dificuldade em lembrar seus sonhos, faça a seguinte experiência durante uma semana:

1. Permaneça na cama alguns instantes ao acordar e tente lembrar de algum sonho; 


2. Caso não consiga lembrar de nada, procure verificar qual a emoção que você está sentindo naquele momento. Entre em contato com essa emoção; 


3. Se ainda assim você não conseguir, recapitule seu dia anterior, ainda na cama; 

4. Relembre um conflito que esteja ocupando sua mente nos últimos dias; 

5. Por último, antes de dormir e caso o passo anterior não lhe tenha trazido a lembrança de bons sonhos, visualize algo de bom com o qual deseje sonhar. Escolha algo de positivo e agradável; 

6. Persista no método até alcançar êxito.

domingo, 31 de agosto de 2014

Mensagem de Madre Teresa de Calcutá



O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!


(Madre Tereza de Calcutá)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Morte: que hora mais imprópria para chegar!

Nada indicava 
"Nada indicava que algo de ruim pudesse acontecer", declarou Renata, esposa de Eduardo Campos, em conversa com amigos em sua residência. Eduardo Campos, estava entre os passageiros da aeronave que caiu no Guarujá.

A morte é tão sorrateira que, raramente, dá sinais de que se avizinha. Digo, raramente, porque alguns relatos comprovam que através de sonhos ou premonições, uma espécie de aviso chegou a determinadas pessoas e só foram considerados, após a concretização do fato.

Um fato bem conhecido e relatado na imprensa, foi o sonho do tecladista dos Mamonas Assassinos, Júlio Rasec, que sonhou com a queda do avião na noite anterior e que relatou ao seu cabeleireiro.



Mas, é de Jesus, o ensinamento de que ela chegará em nossas vidas sem que estejamos contando com sua visita. Vejamos em Lucas 12:16;21.

Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: "O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos.

Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te.

Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus".


Como, ainda, não somos ricos para com Deus, em virtude do nosso estágio evolutivo, a morte estará sempre a nos espreitar. Ela faz parte da Lei de Destruição, uma das leis mais atuantes no planeta Terra.

Dessa forma, embora tenhamos a certeza de que todos morreremos um dia, pensamos nossa vida em termos de eternidade. A prova disso é que não cogitamos da morte e quando ela chega devastadora, frustrando projetos e esperanças, retirando de cena um familiar ou amigo, ficamos chocados.

A morte nada mais é do que uma viagem de um lugar para outro lugar, pois, pertencemos a dois mundos: mundo visível, onde nos expressamos com o corpo físico e mundo invisível, onde nos expressamos através do corpo espiritual. O Espírito, criação de Deus, é eterno.
Através da reencarnação, realizamos o aprendizado necessário à evolução do Espírito e a morte é finalização do estágio na Terra. Quando formos ricos para Deus, ou seja, quando evoluirmos em saber e moralidade, vivenciando os ensinamentos deixados por Jesus em seu evangelho de amor, teremos vencido a morte.

“Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus.