Iguatemi

Iguatemi

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Por que Deus quis assim?


Por que a dor se apresenta em nossas vidas em momentos de plena alegria?

Por que ela tem de estar tão perto, ao ponto de roubar a cena?

É como se o mundo caísse sobre nós ou como se estivéssemos vivendo um pesadelo! Só que não dá pra acordar ou voltar atrás. A dor se instala e toma conta de nossas vidas e o que até bem pouco tempo atrás, fazia nossa felicidade, não tem mais sentido. É como se o filme de nossas vidas, que até então, tinha cor, brilho e ação, fosse perdendo a cor, o brilho e entrando em câmera lenta, para logo em seguida dar pausa na pior cena; cena que não queremos seja parte do nosso filme.

Eu ainda não sei como se sentem, as pessoas que passam por perdas de pessoas queridas, pois a vida não revelou ainda, essa faceta para mim, embora saiba que ela não me poupará. Mas não pude deixar de pensar nesse aspecto da vida, diante dos acontecimentos envolvendo um jovem que poderia ser meu filho ou neto e pensar no sentimento da família, diante de tamanha perda.

Lembrei que Humberto de Campos, no livro, Boa Nova, narra uma passagem em que Maria de Nazaré, diante da crucificação de seu filho, é levada em pensamento à infância de Jesus, relembrando os episódios vividos desde seu nascimento até àquele momento e não encontra justificativa para tanto sofrimento. Em sua humildade, repete mais uma vez: “Faça-se acima de tudo a sua vontade”.

Qual a vontade de Deus? “Meu Pai quer que todos tenham vida, e vida em abundância”, disse Jesus. De que abundância falava Jesus?

Entramos agora, no ensinamento espírita.

Por que não temos vida em abundância na atual trajetória de vida na Terra?

Por que tantas dores sem explicação?

Somos espíritos eternos e esta não é a nossa única experiência de vida aqui na Terra; já trilhamos muitas estradas; já aprendemos muito, mas também erramos muito. Para que o progresso aconteça na estrada da nossa evolução, faz-se necessário que retornemos à experiência na carne, tantas vezes, quantas sejam necessárias e no retorno, trazemos atrelados a nós a aprendizagem necessária. Assim, alguns reencarnam com dores já expostas desde o nascimento, como é o caso dos que nascem com limitações físicas ou mentais, outros, ao longo da experiência vivenciam as situações de resgate de ações do passado, contra seu semelhante ou contra a sua pessoa. Algumas situações que atribuímos a ação de Deus, muitas vezes não passam de exercício do nosso livre-arbítrio, como é o caso dos excessos.

Sei que nada do que escrevi aqui, vai amenizar a dor da perda, em ninguém. O meu propósito é chamar à reflexão, para que possamos compreender o quanto somos responsáveis pelos nossos atos de antes, agora e do futuro. Deus é um Pai de justiça, de amor e de misericórdia, e nos permite trilhar a estrada do progresso pelo nosso próprio esforço, para que o mérito seja só nosso. Se queremos ter vida em abundância, ou seja, se queremos amenizar a carga de resgates dolorosos em nossas vidas, devemos começar de agora a semear o bem, o amor e a paz.

Que Deus possa derramar no coração de cada um dos que sofrem tamanha perda, o bálsamo aliviador para essas dores, pois sem ele não resistiríamos. E que possamos acreditar: a morte não existe, a vida prossegue além túmulo. Um dia, quando nos reunirmos com nossos entes queridos, assim como fazemos aqui na Terra, conversaremos sobre o porque desses episódios vividos por cada um de nós e compreenderemos o valor dessa experiência.

"Eu vim para que todos tenham vida", disse Jesus.

Pensemos nisso!



Texto escrito no dia 2 de março de 2009 por ocasião da morte de um jovem na Praia de Atalaia em pleno carnaval.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quando nos apartamos da Paternidade Divina


Após o acontecimento trágico da tarde de segunda-feira (24), onde num gesto tresloucado, um membro de nosso convívio social cometeu dois assassinatos, suicidando-se em seguida, me veio à mente a parábola do Filho Pródigo.

Quem conhece a parábola sabe que, o filho de um rico comerciante, pede a sua parte na herança e parte para um país distante, onde, através dos excessos, se coloca em situação de extrema miséria e sofrimento. Quando não mais suporta o sofrimento, lembra do pai e da abundância do seu lar e, resolve voltar e pedir que o pai o receba de volta. É recebido pelo pai com uma grande festa e o pai lhe presenteia com nova roupa e anel de filiação.

Sim, mas, o que tem a parábola a ver com a tragédia acontecida na cidade de Parnaíba?

Um filho de Deus, rompeu com o Pai, refugiando-se em um país distante. Gastou toda sua herança, quando retirou a vida de seus semelhantes e a sua, gerando dores e sofrimentos naqueles a quem devia cuidar: seus filhos e familiares e naqueles a quem devia amar, como a si próprio, conforme o ensinamento de Jesus.

Quando sentirá a necessidade de retornar à casa do Pai, não sabemos. Ou seja, quando atentará para a gravidade do seu gesto e pedirá ao Pai, que o receba de volta em sua morada. Com certeza, será recebido e vestirá a nova vestimenta que o Pai lhe dará, mas, não gozará das regalias de antes, até que reconquiste todos os bens que extraviou.

Embora recebido pelo pai, o filho pródigo não dispunha mais dos bens que vendeu, quando pediu sua parte na herança. Dessa forma, teria que trabalhar para conquistar com o suor de seu rosto, os bens que não valorizara.

Da mesma forma, nosso irmão terá de trabalhar em muitas reencarnações para se recompor com cada um dos que prejudicou, direta ou indiretamente, como também diante de si mesmo. É claro que, a justiça divina levará em conta todas as conquistas no campo do bem, pois tudo conta na Lei de Justiça, assim como, todos os atos que o levaram ao desfecho serão contabilizados em seu favor.

Dessa forma, não julguemos, pois o fardo já é muito pesado. Antes oremos por todos, na certeza de que, Deus não é injusto e ninguém sofre aquilo que não necessitava para o seu aprendizado. Embora, como disse Jesus: “É necessário que o escândalo venha, mas, ai de por quem ele vier”.

domingo, 23 de novembro de 2014

As crianças estão mudando os contos de fadas.


Arthur e Emmanuely

Minha filha Andréia, estava contando a história de Chapeuzinho Vermelho pra sua filha Emmanuely, fazendo de conta que ela era a mãe da história e a Manu, como é carinhosamente chamada, era a chapeuzinho vermelho, quando ao mandar que ela fosse deixar os doces na casa da vovó, a Manú disse: "Aí eu levo meu celular e se me perder ligo prá você". O Arthur não ficou atrás e já foi sugerindo que a Manu abrisse o computador no Google que ela ia localizar a casa da vovó e aí não tinha perigo de se perder.

É claro que a história não teve condições de ir adiante, porque a história agora é que naquela época não tinha, nem celular, nem computador, muito menos internet. Imagine, prá cabeça de uma criança em plena era da tecnologia, entender como pode ser isso. Não faz tanto tempo assim, mas, muita coisa da nossa geração não existe mais, de formas que, fica difícil explicar um passado tão recente, para essas mentes ligadas nas novas tecnologias.

Isso me lembra uma frase, que desconheço o autor, que diz: "O passado já foi, o futuro ainda não chegou. O presente é uma caixa de surpresas, por isso é chamado de presente".

Fico a pensar, o que mais nos trará o futuro?

sábado, 22 de novembro de 2014

Um breve registro da nossa participação na programação do EFAS


Uma tarde agradável, a deste sábado, 22 de novembro, em que estivemos participando da programação de mais um EFAS, realizado pelo Centro Espírita Chico Xavier, na cidade de Parnaíba. 

Atendendo ao convite do amigo Everaldo, apresentamos o tema O jovem e o Sexo, de conformidade com os ensinamentos do espírito Emmanuel, no livro Vida e Sexo. Um tema, que acreditamos, deveria estar sempre em pauta nos encontros e grupos de estudos espíritas.

Uma oportunidade de trabalho, maravilhosa! 

Os slides da programação e fotos, estão disponíveis no blog da Juventude Espírita, conforme link http://juventudeespiritasementedeluz.blogspot.com.br/ 





domingo, 9 de novembro de 2014

Folclore sobre Gandhi


Numa das suas habituais viagens a Londres, o célebre Mahatma  Gandhi deteve-se, oportunamente, no Aeroporto, a observar os objetos expostos, ricos e agradáveis aos olhos. Demorava-se a examiná-los e sorria de prazer. Preocupado com aquela atitude inabitual no homem que renunciara a todas as coisas do mundo, um membro da comitiva inglesa acercou-se-lhe, esclarecendo: 
_ Se o Mahatma tem interesse por algum desses objetos, teremos o prazer de, em nome de Sua Majestade, oferecer-lhe, o que nos constituirá uma honra. 
O nobre missionário, que se havia encontrado consigo mesmo, sem desdém nem desprezo respondeu, sorrindo:
 _ Estou feliz ao olhá-los, e verificar quanta coisa eu já não necessito.

Quando se adquire maturidade psicológica, embora se preservem bens materiais, valorizam-se mais  aqueles que são do Espírito, da realidade perene.


O que se possui de mais precioso é a oportunidade existencial, pois que ela enseja todas as outras ocorrências e conquistas, permanecendo como patrimônio inalienável do ser no seu percurso evolutivo.

Ao ver essa narrativa sobre Gandhi, fico a pensar quão estou distante dessa sabedoria. Ainda me prende a visão, determinados objetos de adorno e seu uso. Sou meio cigana e gosto de usar jóias ou bijouterias. Às vezes até exagero na dose, ao usar pulseiras e anéis, mas, não quer isso dizer que me sinta superior a ninguém por esse fato. Apenas uma vaidade que persiste em permanecer. 

Gandhi já trilhou a estrada do amor e da sabedoria e já se libertou do apego aos bens terrenos, conforme exemplificou em sua passagem entre nós. De minha parte, estou iniciando, assim creio, um aprendizado onde, amor, sabedoria e desapego, ainda são lições não internalizadas, mas, espero que com a repetência elas se tornem parte de mim. 

A Lei Divina, com certeza, está cuidando de que todos nós, um dia, sejamos anjos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aborto: A vida pede uma nova chance


Quando fui convidada pela confreira Eliete Freitas do Centro Espírita Humberto de Campos, para falar sobre o aborto, na reunião pública desta quinta-feira, imediatamente, a questão me surgiu como sendo necessária uma abordagem que levasse o esclarecimento acerca da vida e a importância da maternidade.

É como se algo me dissesse que era tempo de semear alegria e esperança. 

A mensagem deveria ressaltar o amor de Deus às suas criaturas, fortalecendo as bases do entendimento na família e na sociedade, para que em nome da compreensão e do amor, o aborto possa ser erradicado da terra. 

É claro que não serão as minhas humildes palavras que irão modificar o mundo, mas, se em um desses momentos conseguir tocar e despertar pelo menos um coração fechado a esse entendimento, terei colocado uma gota de água no incêndio devorador dos filhos de Deus.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, e sim, no intuito de alcançar mais pessoas é que estou postando o áudio dessa palestra. 

Aquele que tiver ouvido de ouvir e paciência, ouça!


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Com Jesus, todo fardo é leve!

Lendo a notícia da jovem Brittany Maynard, de 29 anos que optou por encerrar seu ciclo de vida de forma assistida, rodeada por familiares e entes queridos, em virtude de um câncer no cérebro, não pude deixar de pensar no aspecto espiritual da questão.

Veja matéria, aqui. Morre nos EUA jovem com câncer que planejou seu suicídio assistido

É claro que não me cabe julgar a atitude de quem quer que seja, pois não estou vivenciando a mesma situação. Mas, não pude deixar de pensar, qual seria o quadro formado do outro lado da vida. Haveria toda essa paz? Estaria cercada por familiares? Após o desligamento teriam as dores aliviado?

A Lei Divina prevê o nível de responsabilidade de cada criatura pelo conhecimento já adquirido, quanto maior o conhecimento, maior a sua responsabilidade, pois sabe o que é certo, sendo portanto mais culpado por atrasar a própria felicidade. Dessa forma, não cabe a mim julgar, a lei sabe o cabedal de cada um.

Diante dessa notícia, não pude deixar de pensar, também, na reencarnação, instrumento divino que faz com que realizemos o aprendizado necessário. 



Quantas vezes nos deparamos com crianças que já reencarnam com o aguilhão da dor, que não foi devidamente vivenciada no passado. Cercada pelo amor dos familiares, mas, sem a condição de decidir sobre si mesmo, como no passado, vivenciam a experiência dolorosa e necessária, acumulando a experiência de luta que a fará vitoriosa, galgando patamares mais altos na sua evolução.

Observando pela ótica de uma única vida, podemos pensar: por que um ser tão jovem, com tamanha carga de sofrimentos? Muitos pais se perguntarão: por que, se ele nunca fez mal a ninguém?

O observador atento compreenderá que, ali se cumpre a Lei Divina, que cobra ceitil por ceitil, de toda ofensa que fizermos aos outros e a nós mesmos.

Quando compreendermos a função da dor em nossas vidas, teremos compreendido o ensinamento de Jesus, que diz: "Comigo, todo fardo é leve".