Iguatemi

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domingo, 28 de junho de 2015

Centro Espírita Semente Cristã comemora seu 13º aniversário


A programação em comemoração ao aniversário do Centro Espírita Semente Cristã, teve início na tarde do sábado, 27 de junho de 2015, com um seminário sobre Saúde Mental, realizado pelo psicólogo Marlos Ribeiro, especialista em saúde mental; Drª Kátia Marabuco, presidente da AME-PI, Associação Médico-Espírita do Piauí e Dora Rodrigues, trabalhadora do Centro Espírita Semente Cristã.



O tema Saúde Mental foi abordado na ótica médica, psicológica e espiritual.

O psicólogo Marlos Ribeiro abordou o tema - Considerações sobre a Esquizofrenia - Diagnóstico, sofrimento e tratamento inadequado.



Seguido pela Drª Kátia Marabuco que abordou o tema - Doenças ou transtornos espirituais?



A programação do seminário encerrou com a palestra de Dora Rodrigues sobre o acolhimento de pessoas com transtornos mentais na Casa Espírita.


O Centro Espírita Semente Cristã, realizou na noite do mesmo sábado, programação festiva em sua sede, com palestra realizada pela Drª Kátia Marabuco com o tema - Chico Xavier: um homem chamado Amor - tema que relembrou evangelhos realizados por Chico Xavier, à sombra do abacateiro.






quinta-feira, 25 de junho de 2015

O enigma da matéria


Esse texto da obra - De Alma para Alma - Huberto Rohden, sobre Deus e a criação da matéria é fantástico!

Miríades de seres inteligentes circundavam o trono do Eterno...
Lampejos da sua luz – veementes afirmações de pura espiritualidade...
De súbito, foram os seus hinos e hosanas tragados pelo mais profundo silêncio...
E pelo universo dos espíritos ecoou um brado inteligente – de estupefação...
Que acontecera?...
Creara Deus o que parecia a mais formal negação da divindade - a matéria!...
Como era possível que um Ser tão imperfeito saísse das mãos da infinita perfeição?...
Tão primitivo era esse Ser, que antes parecia caricatura, que creatura – quase um ludíbrio do Creador...
Tão longe estava a matéria do centro da espiritualidade, que mal se equilibrava na extrema periferia das coisas reais – lá onde termina o Algo e principia o Nada...
Apenas, por um triz, por uma linha indivisível, por um átomo imponderável, escapara a matéria do oceano do irreal nas praias do real...
Mais um grau de imperfeição – e ela recairia na noite eterna do vácuo...
Como podia o pleni-Existente produzir esse ser semi-existente – quase inexistente?
Como podia a ínfima impotência ser efeito da suprema Onipotência?
Pasmaram, estupefatos, os espíritos celestes, dessa divina temeridade, que tão longe cravava as balizas do real sem se afogar no vácuo do irreal...
Como podia o Saber Infinito crear um Ser sem inteligência?...
Um Ser privado de vontade – Ele, a vontade Onipotente?...
Uma creatura sem espírito – Ele, o Espírito Eterno?...
Aos olhos dos espíritos celestes, que até então só conheciam realidades espirituais, afigura-se-lhes a origem da matéria um enigma, um súbito eclipse em pleno dia – quase um malogro da potência do Altíssimo...
Nenhum vislumbre de espiritualidade valorizava essa nebulosa amorfa, esse caos de átomos dispersos...
Ser mais primitivo, imperfeito e elementar não era possível imaginá-lo.
Suspeitariam os espíritos celestes que, no seio desse caos, dormitava o cosmos?...
Achariam possível que a infinita potencia e sabedoria do Creador encerrasse em cada uma das partículas materiais tão poderosas virtudes que, através dos séculos e milênios, levariam o mundo, de perfeição em perfeição – a um poema de harmonia e beleza?
O que tão imperfeito parecia a principio acabaria por se revelar veiculo de infinita sapiência...
O espírito de Deus...
Sobre as asas da evolução...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Batizado


Gosto muito desse texto de Rubem Alves, sobre o batizado. Se fosse batizar uma criança, com certeza, adotaria o ritual preparado por ele. Creio que, ninguém melhor que a família para realizar tal cerimônia e nenhuma autoridade maior do que a do avô para oficializar.

Sérgio, meu filho, me fez um pedido estranho. Pediu-me que preparasse um ritual para o batismo da Mariana, minha neta. Eu lhe disse que, para se fazer tal ritual, é preciso acreditar. Eu não acredito. Já faz muitos anos que as palavras dos sacerdotes e pastores se esvaziaram para mim, muito embora eu continue fascinado pela beleza dos símbolos cristãos, desde que sejam contemplados em silêncio.

Ele não desistiu e argumentou: "Mas você fez o meu casamento." De fato. Lembro-me de como ele encomendou o ritual: "Pai, não fale as palavras da religião! Fale só as palavras da poesia!" E assim foi. Foram textos do Cântico dos Cânticos, poema erótico da Bíblia, que deixa ruborizadas as faces dos beatos e beatas: "Teus dois seios são como dois filhos gêmeos de gazela! Teus lábios gotejam doçura, como um favo de mel, e debaixo da tua língua se encontram néctar e leite..." Divirto-me pensando na cara que fariam Papa e bispos se lessem esses textos... Seguiram-se textos do Drummond, do Vinícius, da Adélia - tudo terminando não com a chatíssima Marcha Nupcial, mas com a Valsinha, do Chico, ocasião em que os convidados, moços e velhos, pegaram os seus pares e trataram de dançar. Foi bonito. Quando a coisa é bonita a gente acredita fácil.

Lembrei-me, então, de um trecho do livro Raízes negras - onde se descreve o ritual de "dar nome" ao recém-nascido, numa tribo africana.

Omoro, o pai, moveu-se para o lado de sua esposa, diante das pessoas da aldeia reunidas. Levantou então a criança e, enquanto todos olhavam, segredou três vezes nos ouvidos do seu filho o nome que ele havia escolhido para ele. Era a primeira vez que aquele nome estava sendo pronunciado como nome daquele nenezinho. Todos sabiam que cada ser humano deve ser o primeiro a saber quem ele é. Tocaram os tambores. Omoro segredou o mesmo nome no ouvido de sua esposa, que sorriu de prazer. A seguir foi a vez da aldeia inteira: "O nome do primeiro filho de Omoro e Binta Kinte é Kunta!" Ao final do ritual, após desenvolvidas todas as suas partes, Omoro, sozinho, carregou seu filho até os limites da aldeia e ali levantou o nenezinho para os céus e disse suavemente: "Fend kiling dorong leh warrata ke iteh ted": "Eis aí, a única coisa que é maior que você mesmo!"

Essa memória me convenceu e tratei de inventar um ritual de "dar nome", já que nenhum eu conhecia que me agradasse.

Organizei o espaço do living. Empurrei a mesa central, baixa, na direção da lareira. À cabeceira coloquei um banquinho velhíssimo - ali a Mariana se assentaria. Ao lado, duas cadeiras, uma para o pai, outra para a mãe. Na ponta da mesa, uma grande vela. É a vela da Mariana, vela que a acompanhará por toda a sua vida, e que deverá ser acesa em todos os seus aniversários. Ao lado da sua vela, duas velas longas, coloridas. E, espalhadas pela sala, velas de todos os tipos e cores. Na ponta da mesa, ao lado da vela da Mariana, um prato de madeira com um cacho de uvas.

Reunidos todos os convidados, começou o ritual. Foi isso que eu disse: "Mariana: aqui estamos para contar para você a estória do seu nome. Tudo começou numa grande escuridão." As luzes se apagaram enquanto, no escuro, se ouvia o som da flauta de Jean Pierre Rampal.
"Assim era a barriga da sua mãe, lugar escuro, tranqüilo e silencioso. Ali você viveu por nove meses. Passado esse tempo você se cansou e disse: 'Quero ver luz!' Sua mãe ouviu o seu pedido e fez o que você queria. Ela 'deu à luz'. Você nasceu."

A mãe e o pai da Mariana acenderam então a vela grande, que brilhou sozinha no meio da sala.

"Veja só o que aconteceu! Sua luz encheu a sala de alegria. Todos os rostos estão sorrindo para você. E, por causa desta alegria, cada um deles vai, também, acender a sua vela."

Aí o padrinho e a madrinha acenderam as velas longas coloridas, e os outros todos acenderam, cada um, uma das velas espalhadas pela sala.

À chegada dos convidados eu havia dado a cada um deles um cartãozinho, onde deveriam escrever o desejo mais profundo para a Mariana. Continuei:
"Você trouxe tanta alegria que cada um de nós escreveu, num cartãozinho, um bom desejo para você. Assim, pegue esta cestinha. Vá de um em um recolhendo os bons desejos que eles escreveram. Esses cartõezinhos, você os vai guardar por toda a sua vida..."

E lá foi a Mariana com a cestinha, seus grandes olhos azuis, de um em um, sendo abençoada por todos.

"Todos deram para você uma coisa boa", eu disse depois de terminado o recolhimento dos cartões. "Agora é a hora de você dar a todos uma coisa boa. Você é redondinha e doce como uma uva. Esta é a razão para este cacho de uvas. E é isso que você vai fazer. Seus padrinhos vão fazer uma cadeirinha e você, assentada na cadeirinha, vai dar a cada um deles um pedaço de você, uma uva doce e redonda..."

E assim, vagarosamente, a Mariana celebrou, sem saber, esta insólita eucaristia: "Esta uva doce e redonda é o meu corpo..."

Terminada a eucaristia, eu disse à Mariana:
"Agora, chegando ao fim, cada um de nós vai dizer o seu nome. Preste bem atenção. O nome é um só. Mas cada um vai dize-lo com uma música diferente. Porque são muitas e diferentes as formas como você é amada."

E assim, iluminados pela luz das velas, cada um dos presentes, olhando bem dentro dos olhos da menina, ia dizendo: "Mariana", "Mariana", "Mariana", "Mariana"...
Aqueles que olhavam os olhos da Mariana puderam ver que, à medida que ela ouvia o seu nome sendo repetido, eles iam se enchendo de lágrimas...


Livro - Sobre o Tempo e a EternaIdade

sábado, 20 de junho de 2015

Diário de viagem em tarefa espírita Piauí e Maranhão


Convidada pela companheira de ideal espírita, Iris Branco Cardoso, para realizar uma palestra no Centro Espírita Luz e Fraternidade, na cidade de Codó no Maranhão, para lá segui no sábado, 13 de junho, na companhia da jovem Daniela, sua mãe Adelma Guerra e da amiga Graça, que para lá se encaminhava, também, para realizar atividade de Atendimento Fraterno na casa espírita.
Saímos de Teresina a tarde e já na noite de sábado, participamos de reunião da casa e no domingo realizamos a palestra - O jovem e o amor à vida.


Depois da palestra participamos, juntamente com algumas pessoas que aguardavam para serem ouvidas no Atendimento Fraterno, de um momento de reflexão em torno das mensagens do evangelho, conduzidas pela jovem Ana Lucília.

Pela segunda vez, visitei a cidade de Codó, a primeira em caravana pela AME, na companhia da doutora Kátia Marabuco e, nesta segunda vez, pude conversar mais detidamente sobre o trabalho realizado na cidade de Codó, o que não difere muito das nossas dificuldades e dos esforços que empreendemos em nossas casas, para levar adiante a tarefa de divulgação da doutrina espírita.

A amiga Adelma Guerra me recebeu com muito carinho, em sua residência, onde pernoitamos de sábado para o domingo. Esperamos retornar outras vezes à cidade de Codó, sempre levando a proposta espírita.

De retorno à Teresina, atendendo ao convite do amigo Lindonjonson, do Centro Espírita Cantinho de Luz Fabiano de Cristo, realizamos a palestra - Não se mate, você não morre! Tema alusivo a questão do suicídio.



Agradecida pela oportunidade do trabalho, rogo ao Senhor da Vinha, sempre me conceda a oportunidade de servir a causa espírita, de vez que, muito agradeço pelo que tenho recebido.