Iguatemi

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domingo, 27 de setembro de 2015

A homossexualidade é uma experiência evolutiva


Na semana passada, solicitei através do meu facebook, sugestões para temas a serem abordados à luz da doutrina espírita em nossa coluna e, dentre os temas sugeridos, a homossexualidade foi a escolhida para esse final de semana. Por se tratar de um tema atual e de interesse de muitos lares e da nossa sociedade.

As informações que trazemos dizem respeito ao pensamento dos Espíritos que, numa visão mais ampliada e a luz do conhecimento adquirido em suas vivências, nos instruem acerca da nossa trajetória evolutiva. A obra escolhida para nossa orientação foi o Livro – Vida e Sexo – Emmanuel, complementada por informações de O Livro dos Espíritos.

Na obra Vida e Sexo, o espírito Emmanuel esclarece que, a homossexualidade, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.

Segundo nos informam os Espíritos nas questões 201 e 202 de O Livro dos Espíritos, são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres, ou seja, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora como homem, ora como mulher. Quando no mundo dos Espíritos em preparação para novo reencarne, o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar. Reconhece que a reencarnação propicia aprendizado intelectual, moral e, principalmente, no campo do sentimento. Escolhe, pois, a prova que lhe propicie maior adiantamento por entender que, aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.

Continuando com Emmanuel: “Ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade ou masculinidade em que terá estagiado por muitos séculos”. Não querendo isso dizer que o homem delicado, sensível, assim como a mulher com traços de masculinidade, necessariamente serão homossexuais. O homem poderá dedicar-se sem constrangimento às atividades do lar, assim como, a mulher voltar-se para atividades reconhecidamente masculinas, conforme experiências anteriores. São Espíritos que vivenciaram suas experiências reencarnatórias com equilíbrio e que se candidatam a novos aprendizados.

O homossexual, por ter utilizado o sexo de forma desequilibrada, em total desrespeito ao sexo oposto, ao mudar a polaridade, ou seja, ao reencarnar em outro sexo, para aprender as lições que somente nesta condição aprenderia, traz a mente voltada para as experiências vividas e, no caso da mulher, como seu objeto de desejo era o homem, se sente desconfortável no papel de homem e continua a buscar parceiros masculinos. Da mesma forma acontece ao sexo masculino ao mudar a polaridade para o sexo feminino. É um espírito que está se sentindo desconfortável no corpo que está habitando, pois, com seu psiquismo voltado para determinado sexo, reencarna em sexo oposto e não se adapta.

Daí poder ser observado já na infância, os trejeitos, as afinidades de meninos ou meninas, com brincadeiras e uso de objetos do sexo oposto, como roupas e acessórios. Orienta o espírito Emmanuel que, observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. É dever da Família (Sociedade) abraçar com amorosidade o homossexual, compreendendo sua natureza, suas possibilidades e seus desafios, auxiliando-o para viver de forma harmoniosa a condição de prova em que a reencarnação o situou. As noções da moral cristã de respeito a si mesmo e aos outros, assim como, o incentivo ao estudo e ao trabalho, possibilitarão conduzir-se com equilíbrio, sem os desregramentos que culminam na prostituição.

Informa o benfeitor que, essa ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, pois, a homossexualidade é uma experiência evolutiva. Isso quer dizer que, espíritos estarão mudando a polaridade e, mais e mais lares receberão espíritos nesta condição de aprendizado, na feição de filhos ou netos. E alerta: Por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.

sábado, 26 de setembro de 2015

Caridade Material e Caridade Moral



Estudo do Evangelho realizado na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2015, no Centro Espírita Semente Cristã, localizado a Rua Bolívia, quadra 25, casa 10, Jardim América, bairro Rodoviária, na cidade de Parnaíba - Piauí.

Por falha técnica não foram registrados os minutos finais do Estudo do Evangelho. Pedimos desculpas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Guarás do Delta do Parnaíba


Me apropriando dessa bela imagem dos guarás do Delta do Parnaíba, capturadas pela lente do fotógrafo Chico Rasta. 
Orgulho de morar nesta região!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Suicídio Inconsciente


Retomando o tema suicídio, pois, o assunto ainda não se esgotou. Há muito que se falar e que se escrever, embora não tenha a pretensão de esgotar o assunto. Antes me proponho a pesquisar sobre o tema e trazer informações que possam esclarecer essa questão, de forma a despertar mais e mais pessoas.

“Suicida” é aquele que atenta contra a própria vida?

Comecemos com o esclarecimento do codificador da doutrina espírita, Allan Kardec, na obra O Céu e o Inferno.

"O suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais."

O Espírito André Luiz, confirma na obra – Nosso Lar, a informação do codificador, quando informa sobre um tipo de suicídio que é praticado pela criatura humana, sem que tenha consciência da sua prática. Trata-se do “suicídio inconsciente”.

Segundo André Luiz, “Suicidas inconscientes” são aqueles que não respeitam seus limites, aqueles que desrespeitam e agridem sua saúde, dentre outras coisas, com os excessos do fumo, da comida, do álcool e dos tóxicos em geral.

O Espírito Joanna de Ângelis também afirma: são suicidas, os sexólatras inveterados, os viciados de qualquer teor, que ingerem altas cargas de tensão, os que se envenenam com o ódio e se desgastam com as paixões deletérias, os glutões e ociosos, os que cultivam o pessimismo e as enfermidades imaginárias.

Os espíritos chamam a nossa atenção para as atitudes diárias, praticadas de forma consciente, que geram danos ao nosso corpo físico e que podem fazer com que retornemos antecipadamente ao mundo espiritual na condição de suicidas inconscientes: no campo mental, a cólera, a falta de autodomínio e inadvertência no trato com os semelhantes; no campo físico, os excessos de toda ordem.

André Luiz, também informa sobre os “Completistas”, nome que designa os Espíritos que aproveitam todas as oportunidades construtivas que o corpo terrestre lhes oferece. E, informa que, esses casos, embora raros, existem.

Esse tipo de informação pode nos ajudar na busca de uma melhor qualidade de vida, que se reflita em nosso ser material e espiritual, pois, como disse Teilhard de Chardin, “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana."

Introspecção, alegria, reflexão, cultivo de ideias superiores, oração, constituem terapias avançadas, com os seus efeitos vibratórios positivos, produzindo saúde pela recomposição do equilíbrio psicofísico, orienta o Espírito Joanna de Ângelis.

Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe são peculiares por força da própria natureza, é desconhecer as leis de Deus. Cuidar do Corpo e do Espírito - E.S.E – Cap. V

Estudo do Evangelho - O Óbolo da viúva

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Suicídio: até quando?


A questão do suicídio tem sido neglicenciada e, quando noticiada, é apresentada de forma sensacionalista. Daí a recomendação de que o suicídio não seja divulgado, pois já existe a constatação de que, após a sua divulgação, inúmeros casos acontecem, como que estimulados. Mas essa questão precisa ser intensamente debatida pelas famílias e por toda a sociedade.

A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas.

O Piauí ocupa a quinta posição em números de suicídios do Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Em Teresina, a cada 100 mil habitantes 6,8 cometem suicídio todos os anos. Dados de janeiro de 2014.

Em Parnaíba, a questão é preocupante, em virtude dos inúmeros casos registrados. Sem falar daqueles com agravantes de homicídio, seguido de suicídio.

De onde vem o desgosto pela vida que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis?

_ Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da saciedade. L.E - Q. 943

Mente desocupada, ou sem direção, ausência de religiosidade e excessos de toda ordem, podem levar ao suicídio.

A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as ideias materialistas, são os maiores incentivadores do suicídio (...) E.S.E – Cap. V - O Suicídio e a Loucura

No livro - Transtornos mentais – Suely Caldas Schubert, cita o Psiquiatra argentino, Eduardo Kalina, quando esclarece que, o suicídio só em algumas situações tem o caráter de escolha voluntária. “Geralmente, mais que uma opção, se revela como uma conduta psicótica, como um gesto alienado que absorve, por assim dizer, a personalidade inteira de quem o realiza”.

Pode ser motivado pela tentativa de se livrar de uma situação de extrema aflição, para a qual não vê solução. Ideia de perseguição, sem alternativa de fuga. Depressão, doença física incurável, achar que a vida não vale a pena. Atentar contra a vida num impulso de raiva ou para chamar a atenção. Estado psicótico - manifestando através do delírio, alucinações, confusão e prejuízo da memória (estado senil, alcoólicos e drogas).

Na obra - Loucura e obsessão – Manoel P. de Miranda, através do médium Divaldo Franco, esclarece: “O suicídio é a culminância de um estado de alienação que se instala sutilmente. O candidato não pensa com equilíbrio, não se dá conta dos males que o seu gesto produz naqueles que o amam. Como perde a capacidade de discernimento, apega-se-lhe como única solução, esquecido de que o tempo equaciona sempre todos os problemas, não raro, melhor do que a precipitação”.

O psiquiatra Dr. Roberto Lúcio de Belo Horizonte, chama atenção para alguns pontos que considera importante na prevenção:

O provérbio: “Cão que ladra não morde”, é falso quando diz respeito ao suicídio. Muitas pessoas que cometeram suicídio, falaram antes, da sua predisposição.

Ouvir com respeito o desejo do outro em se matar. Muitas vezes, o de que ele mais precisa é ser ouvido.

Predisposição íntima de auxílio, orientando para a busca da ajuda de profissionais especializados. Exercendo vigilância rigorosa do doente e retirando de seu alcance, tudo que possa ser usado em atentado à vida.

Buscar assistência espiritual no seguimento religioso a que a pessoa se afiniza.

A doutrina espírita oferece a terapia espírita, que se compõe do diálogo fraterno, onde a pessoa vai ser ouvida em suas necessidades; o passe, a água fluidificada e o apoio vibratório nas reuniões de desobsessão. Tudo de forma gratuita.

A palestra a seguir, foi realizada na noite de sexta-feira, 11 de setembro, no Centro Espírita Semente Cristã, por ocasião do Dia Mundial de prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar para as consequências espirituais em decorrência do suicídio e, demonstrar a magnitude do amor de Deus para com os seus filhos, que se rebelam e rompem com a paternidade divina.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Suicida na Parábola do Filho Pródigo


Nesta sexta-feira, 11 de setembro, estaremos abordando a questão do suicídio, no estudo do evangelho do Centro Espírita Semente Cristã, como parte da programação do Setembro Amarelo. Dessa forma, faremos uma abordagem confrontando a Parábola do Filho Pródigo com as informações do livro Memórias de um Suicida.

10 de setembro Dia Mundial de prevenção ao Suicídio


sábado, 5 de setembro de 2015

Quando alguém cai, a humanidade com ele tomba

Foto: REUTERS/Nilufer Demir

O sofrimento dos nossos irmãos em humanidade, estão de tal forma expostos que, não dá mais para o mundo ignorar. As imagens registradas em alto mar, assim como os registros dos naufrágios e mortes, caem sobre nós, de forma a nos comover intensamente. Somos parte dessa humanidade que se agita e luta pela paz, pela harmonia e pela felicidade, mesmo ao preço da própria vida.

Georg Novalis, jovem poeta alemão, escreveu há quase duzentos anos: "Quando alguém cai, a humanidade com ele tomba. Quando alguém se levanta, a humanidade com ele se ergue”. Tombamos todos naquela praia e não nos reergueremos, enquanto não assumirmos que, a dor do nosso irmão é também nossa dor.

Incomodados com essa questão, fomos buscar as luzes para o nosso entendimento na codificação espírita e, já na questão 916, da terceira parte de O Livro dos Espíritos, que trata sobre as leis morais, encontramos os espíritos a responder a Allan Kardec, sobre o crescimento do egoísmo em nossa civilização:

“Quanto maior é o mal, mais hediondo se torna. Era preciso que o egoísmo produzisse muito mal, para que compreensível se fizesse a necessidade de extirpá-lo. Os homens, quando se houverem despojado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, sem se fazerem mal algum, auxiliando-se reciprocamente, impelidos pelo sentimento mútuo da solidariedade. Então, o forte será o amparo e não o opressor do fraco e não mais serão vistos homens a quem falte o indispensável, porque todos praticarão a lei de justiça. Esse o reinado do bem, que os Espíritos estão incumbidos de preparar.”

Já na questão 917, onde Kardec pergunta qual o meio de destruir-se o egoísmo, destacamos o comentário de Fénelon:

Louváveis esforços indubitavelmente se empregam para fazer que a Humanidade progrida. Os bons sentimentos são animados, estimulados e honrados mais do que em qualquer outra época. Entretanto, o egoísmo, verme roedor, continua a ser a chaga social. É um mal real, que se alastra por todo o mundo e do qual cada homem é mais ou menos vítima. Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica. Para isso, deve-se proceder como procedem os médicos: ir à origem do mal. Procurem-se em todas as partes do organismo social, da família aos povos, da choupana ao palácio, todas as causas, todas as influências que, ostensiva ou ocultamente, excitam, alimentam e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. Só restará então destruí-las, senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente, e o veneno pouco a pouco será eliminado. Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. É grave erro pensar-se que, para exercê-la com proveito baste o conhecimento da Ciência. Quem acompanhar, assim o filho do rico, como o do pobre, desde o instante do nascimento, o observar todas as influências perniciosas que sobre eles atuam, em conseqüência da fraqueza, da incúria e da ignorância dos que os dirigem, observando igualmente com quanta freqüência falham os meios empregados para moralizá-los, não poderá espantar-se de encontrar pelo mundo tantas esquisitices. Faça-se com o moral o que se faz com a inteligência e ver-se-á que, se há naturezas refratárias, muito maior do que se julga é o número das que apenas reclamam boa cultura, para produzir bons frutos.

O homem deseja ser feliz e natural é o sentimento que dá origem a esse desejo. Por isso é que trabalha incessantemente para melhorar a sua posição na Terra, que pesquisa as causas de seus males, para remediá-los. Quando compreender bem que no egoísmo reside uma dessas causas, a que gera o orgulho, a ambição, a cupidez, a inveja, o ódio, o ciúme, que a cada momento o magoam, a que perturba todas as relações sociais, provoca as dissensões, aniquila a confiança, a que o obriga a se manter constantemente na defensiva contra o seu vizinho, enfim a que do amigo faz inimigo, ele compreenderá também que esse vício é incompatível com a sua felicidade e, podemos mesmo acrescentar, com a sua própria segurança. E quanto mais haja sofrido por efeito desse vício, mais sentirá a necessidade de combatê-lo, como se combatem a peste, os animais nocivos e todos os outros flagelos. O seu próprio interesse a isso o induzirá.

O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade o é de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.