Iguatemi

Iguatemi

sábado, 31 de outubro de 2015

Dois de Novembro: Dia dos Eternos


Imagem: Arquivo Google

Com a proximidade da comemoração do Dia de Finados, me ocorre escrever algo sobre esse dia em que, homenagens são direcionadas aos familiares que retornaram à pátria espiritual.

Inicialmente, um questionamento. Por que chamar nossos entes queridos de finados, apenas porque se ausentaram da nossa convivência? Prefiro “ausentes”. Não gosto dessa palavra, que passa a ideia de fim, pois, em verdade, eles prosseguem vivos em outra dimensão. Dia dos Eternos, seria mais expressivo.

E porque tememos a presença espiritual dos nossos entes queridos?

Lembro de ter conversado certa vez com um jovem, que me disse ter sentido um grande desejo de rever sua mãe que desencarnara. Pedira em prece lhe fosse concedido esse reencontro e que, certo dia, estando a repousar em seu quarto, sentiu uma mão leve a acariciar seus cabelos. Teve a certeza que se tratava da presença tantas vezes pedida, mas, teve tanto medo, que pediu para que ela se afastasse, ficando imensamente arrependido, depois que ela se foi.

Definitivamente, não recebemos nenhuma orientação religiosa ou acadêmica, sobre esse momento tão importante de nossas vidas. De tal forma que, nosso ente querido vira “alma do outro mundo”, e passamos a considerar finda a sua existência. E o pior, passamos a ter medo da sua presença.

Com a doutrina espírita o véu se descortina e compreendemos que, a morte definitiva não existe, da forma como nos foi ensinada. Os mortos, na doutrina espírita, são mortos segundo a carne, pois o Espírito é eterno. Na vida de além-túmulo, o ser prossegue vivo, consciente, amando e saudoso dos que ficaram. Portanto, nesse dia, pense com carinho nos seres ausentes que, com certeza, atraídos pela lembrança estarão próximos à espera de um pensamento que lhes relembre a convivência.

Nesse “Dia dos Eternos”, se deseja estar com seu familiar ausente, saiba que é possível, embora em dimensões diferentes. Busque um lugar de paz, faça uma prece e peça a Deus lhe conceda a capacidade de dialogar mentalmente com seu familiar e observe as ideias que surgem. Fatos vivenciados, momentos de alegrias poderão surgir em sua mente, sugeridos pelo ente querido, através da sintonia que se estabelece entre ambos.

Tudo é possível àquele que crê. Acredite!

Nenhum comentário:

Postar um comentário