Iguatemi

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Cajueiro de Humberto de Campos


Foto: Panoramio

Quem transita pela rua Coronel José Narciso, centro da cidade de Parnaíba, com certeza, já se deparou com uma área cercada onde pode ser visto um imenso cajueiro e se perguntado: por que esse cajueiro estaria em área cercada por grades de proteção? Afinal, cajueiros na cidade de Parnaíba é o que não falta. Por que o destaque?

Ocorre que, esse, em especial, foi plantado no ano de 1896, por um ilustre cidadão que viveu parte de sua infância em Parnaíba e que, o imortalizou em sua obra intitulada – Memórias. Esse cidadão, conhecido pelo nome de Humberto de Campos, membro da Academia Brasileira de Letras. Claro que não há nenhuma novidade nessa informação, certo? Errado. Para muitas pessoas, principalmente os jovens, esse fato é desconhecido. O que não acontece Brasil a fora, onde o cajueiro é famoso e muitas pessoas já vieram à Parnaíba, apenas para conhece-lo.




Antonio Cesar Perri, ex-presidente da FEB, sua esposa Célia Maria Rey de Carvalho e José Lucimar, presidente da FEPI.

Li sobre o cajueiro, em minha infância, na escola. Quando no ano de 1983, fixei residência em Parnaíba, visitei pela primeira vez o cajueiro. Por essa época, já conhecia outras narrativas de Humberto de Campos, sobre o cajueiro, em obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier. Ainda não era celebrada a Semana Espírita Humberto de Campos, que teve início no ano 1989. Desde então, todo mês de outubro, o movimento espírita de Parnaíba, realiza durante uma semana, programação espírita em homenagem a Humberto de Campos.



Programação espírita realizada na Praça do Cajueiro de Humberto de Campos

Em 10 de novembro de 2008, deu-se um reconhecimento maior à essa programação quando, foi sancionada pelo prefeito José Hamilton, a lei número 2449, que entrou em vigor na mesma data, a partir de quando ficou “instituído o Dia da Memória da Parnaíba, a ser celebrado anualmente dia 25 de outubro”. Constávamos como proponente, juntamente com o Jornal cultural O Bembém, através de seus editores: Benjamin Santos, Diego Mendes Sousa e Tarciso Prado; Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico da Parnaíba (IHGGP), através de sua Presidenta, Filomena Bezerra; Centro de Ação e Integração Social (CAIS), através de seu Presidente, Fernando Silva.

Conforme o artigo 2º da Lei 2449, durante o Dia da Memória da Parnaíba deverão ser desenvolvidas ações e promoções que difundam, fortaleçam e resgatem a História do Município.

O Cajueiro, símbolo vivo da memória de Humberto de Campos, será palco do encerramento de mais uma Semana Espírita Humberto de Campos. Fato que se repete há 26 anos.

Confira a programação.


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